Editorial: Sete anos depois, construção no Marco Zero mostra pouco avanço

Depois dos ataques à cidade de Nova York, a maioria das pessoas concordou que um memorial deveria ser criado no Marco Zero. Alguns, como nós, diziam que os construtores deveriam ser ágeis, enquanto outros argumentavam que faria sentido uma construção lenta para que a dor passasse.

The New York Times |

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Aqueles que esperavam por um período mais longo parecem ter conseguido o que queriam. Sete anos depois dos ataques no dia 11 de setembro de 2001 e o terreno onde ficava o World Trade Center ainda parece uma dolorosa construção.

Não seria justo dizer que nada foi feito. O trabalho subterrâneo foi iniciado, obviamente o primeiro passo em direção ao conglomerado de arranha-céus em torno de um parque e um memorial. Ainda assim o terreno político permanece cheio de pedras no Marco Zero.


Terreno antes ocupado pelo World Trade Center e onde está em construção o Marco Zero / AP

O ex-governador George Pataki nunca conseguiu controlar as facções opostas (famílias dos mortos, departamento de polícia de Nova York, investidores, vizinhos e a grande comunidade de artistas e cidadãos preocupados com a reconstrução da Baixa Manhattan).

O ex-governador Eliot Spitzer mal deixou sua impressão depois de uma breve passagem pelo gabinete e o governador David Paterson parece primordialmente preocupado com a agenda e os custos deste projeto urbano extremamente complexo. O prefeito Michael Bloomberg vê o passo moroso no Marco Zero como um pedido para que a cidade assuma questão.

Ao invés de se preocupar com camadas burocráticas aqui, Bloomberg, Paterson e o governador de Nova Jersey, Jon Corzine, deveriam negociar para resolver as dificuldades imediatas. Um dos impedimentos do progresso no local é o esqueleto do prédio do Deutsche Bank que precisa ser demolido agora e não em um ano. Os dois governadores e o prefeito deveriam conseguir resolver os conflitos sobre a construção e os custos do centro de transportes Santiago Calatrava, que complica a construção do memorial. Os três deveriam conseguir preservar os elementos essenciais da bela criação de Calatrava sem atrasar ainda mais o memorial.

Por fim, esses líderes poderiam fazer mais para pressionar a Autoridade Portuária de Nova York, principal responsável pela construção neste estágio. Chegou a hora de dar prazos às autoridades, especialmente para o memorial, como o prefeito Bloomberg fez esta semana. No dia 11 de setembro de 2011, o memorial deve estar pronto para que o público marque os 10 anos dos ataques ao Marco Zero de Nova York.

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