Editorial - Serviço comunitário precisa ganhar espaço nos EUA

O presidente Barack Obama usou seu discurso de posse para convocar a nação a uma nova era de responsabilidade e comprometimento pessoal para a solução dos problemas do país. Ele deu o exemplo ao passar parte do feriado de Martin Luther King Jr. pintando paredes e móveis em um abrigo para adolescentes sem teto.

The New York Times |

Como Obama reconhece, há certas tarefas que não podem ser realizadas por voluntários que aparecem ocasionalmente ou contribuem com algumas horas por semana. Programas de serviço comunitário válidos, como o Ensine a América, têm poucos horários disponíveis para acomodar o número cada vez maior de inscritos.

Este é o momento para o novo presidente e o Congresso cultivarem o idealismo e unidade evidentes entre a enorme multidão que se reuniu na capital nacional, ampliando as oportunidades de um serviço comunitário patrocinado e produtivo.

Um bom guia de como se fazer exatamente isso foi apresentado ao Senado por Edward Kennedy, democrata de Massachussets, e Orrin Hatch, republicano de Utah. Usando o sucesso do AmeriCorps, o programa de serviço comunitário doméstico de Bill Clinton, e com o apoio de sua estrutura administrativa, o seu Ato Sirva a América ampliaria rapidamente o número de voluntários período integral ou parcial elegíveis a viver com gastos mínimos e uma modesta ajuda de custo educacional no final de um ano de trabalho dos atuais 75,000 para 175,000.


Os novos postos seriam dedicados às dificuldades de algumas áreas específicas: lidar com a crise do abandono escolar, fortalecer as escolas, melhorar o atendimento de saúde e a oportunidade econômica em comunidades de baixa renda, limpar parques, ajudar a melhorar a eficiência energética e responder a desastres e emergências.

O Ato Sirva a América é estruturado para conseguir a participação de pessoas de todas as camadas sociais e idades, inclusive aposentados. Ele ofereceria incentivos fiscais a empregadores que permitam que seus funcionários se ausentem do trabalho sem descontos salariais para fazer algum serviço voluntário e permite que indivíduos mais velhos transfiram seus prêmios educacionais a filhos ou netos. Um novo Fundo da Geração Voluntária ajudaria instituições sem fins lucrativos a recrutar e gerenciar um número cada vez maior de voluntários.

Assim como o presidente Franklin Roosevelt criou o Corpo de Conservação Civil durante os primeiros dias de seu primeiro mandato em 1933, Obama deve dizer ao Congresso que considera o Ato Sirva a América uma prioridade.

Na verdade, não há motivo para atrasos. A medida expõe muitas ideias que Obama promoveu durante a campanha e que atualmente divulga no site da Casa Branca. Em seu cargo anterior representando Illinois no Senado, Obama co-patrocinou o projeto quando foi promovido no final do Congresso anterior.

Compreensivelmente, Obama agora se concentra na rápida aprovação do pacote de estímulo de US$825 bilhões, que tem como objetivo a criação de empregos e a recuperação da economia do país. Ao valor de US$5 bilhões por cinco anos, o Ato Sirva a América é um bom acompanhamento para ele.

A rápida aprovação do ato criaria milhares de novas posições significativas para pessoas dispostas a trabalhar duro pelo bem comum, tornando tangível o "espírito de serviço" do qual Obama falou em seu discurso.

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