Editorial: Senadores americanos pressionam Congresso a ajudar bancos locais

Desde o começo, o programa de emergência de US$700 bilhões criado pelo governo para impulsionar instituições financeiras gerou uma ampla reação entre os membros Congresso para que houvesse ajuda a seus bancos locais. Isso não surpreende e tampouco chega a ser antiético. Mas um destes pedidos feitos ao Tesouro merece uma análise mais intensa por parte do inspetor geral que agora revê o lobby congressista por dinheiro do Programa de Alívio a Ativos Problemáticos.

The New York Times |

A ideia partiu do gabinete do senador Daniel Inouye que questionou os reguladores a respeito do status de um pedido de resgate de um problemático banco havaiano no qual investiu milhares de dólares em ações. O senador fundou o banco, Central Pacific Financial, cujas ações despencaram e que os reguladores inicialmente declararam ter capital inferior ao necessário para ser elegível ao programa. Mas depois de uma ligação de um funcionário de Inouye, o banco recebeu US$ 135 milhões em ajuda através do processo de revisão de inscritos marginalizados.

Tanto Inouye quanto o Departamento do Tesouro negam qualquer pressão indevida, mas o envolvimento pessoal do senador no banco merece atenção especial. Toda sua riqueza está investida na instituição, de acordo com uma reportagem do The Washington Post e de jornalistas investigativos do grupo  ProPublica. Claramente, a revisão do inspetor, esperada para depois do verão, deve vetar a inscrição do Central Pacific por favorecer um poderoso senador. Seria isso algo mais do que uma ação rotineira para um banco nacional?

Os contribuintes merecem essa resposta e outras explicações a respeito de pedidos de ajuda feitos pelos legisladores. Como o fato do representante Barney Frank, presidente do Comitê de Serviços Financeiros, ter autorizado uma ajuda de US$ 12 milhões para um banco de seu Estado.

Como grande parte do desafio da recessão, o lobby dos legisladores pelo dinheiro do resgate acontece em território desconhecido. As lições devem ser aprendidas, principalmente sobre a necessidade de resolver qualquer questão ética que envolva diretamente a pressão do Congresso por favores governamentais.

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