Editorial - Segurança do Marco Zero pode prejudicar Nova York

Depois de dois ataques terroristas (em 1993 e 2001), não se pode deixar de lado as preocupações com a segurança do que quer que seja construído no World Trade Center. Trabalhadores, moradores, estudantes e turistas têm direito a um ambiente seguro nas torres, no centro de transportes, no memorial e no parque público planejados para o local.

The New York Times |

Os nova-iorquinos e todo o país perderão algo muito valioso se o local for transformado numa fortaleza emparedada. Esse projeto de reconstrução da Baixa Manhattan precisa ter tanto segurança quanto apelo. Isso representa um grande desafio para todos os envolvidos, especialmente para o Departamento de Polícia da Cidade de Nova York.

Um artigo de Charles Bagli na revista The Times de terça-feira mostra quão difícil será conseguir esse equilíbrio. A polícia da cidade, que recentemente passou a se responsabilizar pela segurança do local, tem apresentado silenciosamente projetos que pedem a melhoria da vigilância no local.

Cerca de 600 policiais serão destacados para a Baixa Manhattan e 12 postos de observação serão criados, de onde os guardas poderão monitorar os pontos de entrada da maioria dos carros e pedestres. Essa presença humana terá o apoio de um circuito fechado de câmeras, leitores de placas de licenciamento e tecnologia para detectar explosivos ou outras substâncias perigosas.

A polícia disse que o plano não irá afetar os pedestres, que ainda terão acesso ao local. No entanto, veículos serão limitados na região. Alguns terão acesso automático depois de verificados. Outros, como carros de serviço e ônibus, terão que esperar em fila, provavelmente nas ruas da cidade, antes de passar por um túnel detector de bombas.

Neste ponto, fica claro quão intrusivos esses métodos de segurança podem ser. Políticos, desenvolvedores, ativistas comunitários e a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey devem monitorar o projeto de perto para garantir que o trabalho não torne a região estéril e ameaçadora. A última coisa que Nova York precisa é de uma citadela no Marco Zero de Manhattan.

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