mas com pouca resistência. Os principais líderes civis e militares do Paquistão, que trabalharam em conjunto para orquestrar sua necessária renúncia precisam manter essa responsável cooperação nos próximos meses. As dificuldades do Paquistão são muito grandes para que qualquer rixa pessoal e destrutiva ainda permeie sua cena política." / mas com pouca resistência. Os principais líderes civis e militares do Paquistão, que trabalharam em conjunto para orquestrar sua necessária renúncia precisam manter essa responsável cooperação nos próximos meses. As dificuldades do Paquistão são muito grandes para que qualquer rixa pessoal e destrutiva ainda permeie sua cena política." /

Editorial - Renúncia de Musharraf deixa Paquistão livre para crescer

No final, o presidente Pervez Musharraf deixou o cargo, não silenciosamente, http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/18/musharraf_renuncia_a_presidencia_do_paquistao_1575424.html target=_topmas com pouca resistência. Os principais líderes civis e militares do Paquistão, que trabalharam em conjunto para orquestrar sua necessária renúncia precisam manter essa responsável cooperação nos próximos meses. As dificuldades do Paquistão são muito grandes para que qualquer rixa pessoal e destrutiva ainda permeie sua cena política.

The New York Times |

O primeiro grande desafio do país será eleger um novo presidente, livre de qualquer mancha de corrupção ou cumplicidade com as antigas ditaduras. A presidência também precisa perder os poderes ditatoriais que Musharraf buscou para si mesmo, incluindo o poder de suspender as liberdades civis e governar por decretos.

Os novos líderes eleitos do Paquistão precisam agir rapidamente para desafiar o Taleban e a Al-Qaeda (que ameaçam a estabilidade do país), bem como a inteligência paquistanesa e os militares que se aliaram a essas facções. Eles precisam lidar com a crise de comida e combustível e cuidar do grave problema da pobreza, desenvolvimento e corrupção que alimentam a fúria antiamericana e o extremismo.

Durante sete anos, o presidente Bush assinou embaixo da ditadura de Musharraf. Agora Washington precisa mostrar um apoio mais realista e eficaz à democracia paquistanesa. O Congresso deve aprovar a lei patrocinada pelos senadores Joseph Biden e Richard Lugar que oferece um aumento substancial na ajuda econômica e um maior acompanhamento da ajuda militar. Mas a ajuda americana só fará diferença se líderes do Paquistão estiverem finalmente dispostos a enfrentar os problemas do país.


Musharraf anuncia que renuncia ao cargo em discurso à nação exibido pela TV/ Reuters

Eles precisam reconhecer uma verdade perigosa e dolorida: alguns dos principais líderes das forças militares do Paquistão e sua Agência de Inteligência há muito colaboram com extremistas islâmicos armados que operam no Afeganistão, na província de Caxemira na Índia e nas regiões tribais de seu próprio país perto da fronteira.

Para eles, estes extremistas servem aos interesses estratégicos do Paquistão. Na verdade, como a revista The Times expôs inúmeras vezes, estes militantes matam soldados dos EUA e da Otan, diplomatas indianos e civis paquistaneses.

Coragem pessoal e amplo apoio político serão necessários para limpar essas forças e finalmente colocá-las sob controle civil. Os líderes do Paquistão terão mais chances se pararem de fingir que a luta contra o terrorismo é de alguma forma um problema dos Estados Unidos e não do Paquistão. Eles também terão que parar de fingir que cessar-fogos teatrais e subornos aos líderes insurgentes poderão fazer com que a ameaça do Taleban retroceda.

O Paquistão precisa enviar suas tropas de elite às zonas de conflito na fronteira com o Afeganistão. Além disso, o país terá que gastar seus dólares militares (muitos dos quais são fornecidos por Washington) em armas contra a insurgência, não em aviões F-16 comprados para desafiar a Índia. Os Estados Unidos precisam colocar como condição para ajudas militares futuras uma atuação maior contra a insurgência e a prestação de contas de como o dinheiro fornecido é gasto.

Gastos militares desnecessários e corrupção política desviaram milhões de dólares que deveriam ter sido investidos em educação primária, saúde e agricultura. Os aliados do Paquistão, como a Arábia Saudita, também devem ajudar a pagar pelas escolas, serviços de saúde e desenvolvimento agrícola, além de monitorar o uso dessa verba.

Durante sete anos, a gestão Bush autorizou as ações de Musharraf (acreditando que ele era o melhor aliado na luta contra a Al-Qaeda e o Taleban) e ele nunca fez por merecer. O povo do Paquistão ressente a postura de Washington por apoiar um ditador.

Agora, com Musharraf fora de cena, é tempo de concentrar a política americana em seu perigoso e perigosamente negligenciado país.


Mapa do Paquistão

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