Editorial - Planos para cartões de crédito mais seguros

O Congresso deu um grande passo em direção à uma medida que tornaria menos arriscado para milhões de americanos o uso de seus cartões de crédito. Nesta terça-feira, o Senado obteve 5 votos contra e 90 a favor de uma reforma que proibiria os emissores de cartões de crédito de realizar táticas desonestas, como triplicar a taxa de juros de uma hora para outra ou emitir cartões para adolescentes irresponsáveis.

The New York Times |

O plano do Senado é uma versão um pouco mais rigorosa do que o da Câmara dos Deputados, que também foi aprovado por uma maioria impressionante. Os dois são suficientemente semelhantes de forma que a legislação poderia ficar pronta para o presidente Barack Obama assinar antes mesmo do Memorial Day (Dia da Lembrança nos EUA, que ocorre na última segunda-feira de maio e homenageia veteranos que morreram na guerra).

Ambas as versões exigiriam melhoras importantes em um negócio tão desonesto que um conselheiro econômico de Obama o descreveu como uma série de assaltos a mão armada, mesmo para alguns dos melhores clientes.

Quando a lei entrar em vigor ¿ o Senado daria às companhias nove meses para se preparar e a Câmara, cerca de um ano ¿ eles seriam proibidos de aumentar as taxas de balanços existentes, a menos que o usuário do cartão tenha 60 dias de atraso no pagamento, no plano do Senado, ou 30 dias de atraso no caso da Câmara. Todos os clientes teriam de ser avisados 45 dias antes de qualquer aumento na taxa, e jovens (com menos de 21 anos, no caso do Senado, e com menos de 18, no plano da Câmara) precisariam da assinatura de um adulto ou uma prova de que possuem renda para restituir qualquer dívida nova antes de adquirir um novo cartão.

Ao invés de usar letras minúsculas nos contratos do cartão de crédito, compreensíveis apenas para poucos banqueiros, os novos acordos devem ser escritos em um inglês claro e serem publicados na internet. O Conselho do Federal Reserve (Fed ¿ Banco Central dos EUA) também teria de exigir uma fiscalização das práticas e violações das companhias, periodicamente.

Essas companhias já provaram a si mesmas que são infinitamente inventivas quando se trata dos gastos dos consumidores. Então o Congresso e o Fed deverão vigiá-las, para garantir que velhos truques ou armadilhas não sejam rapidamente substituídos por novos métodos.

Infelizmente, as poderosas forças do Senado a favor do uso de armas procurou corromper o plano com uma emenda que permitiria a donos licenciados carregar armas de fogo carregadas, em áreas públicas. Essa é uma tentativa cínica do lobby de armas de tirar vantagem dos consumidores quando eles mais precisam da ajuda de Washington. A Câmara, que poderia votar na versão do Senado antes mesmo de quarta-feira, deveria rejeitar essa emenda ¿ mesmo que isso atrase um pouco mais a chegada no plano na Casa Branca.

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