Editorial - Pentágono proíbe cobertura da reação de soldados aos resultados eleitorais

Autoridades do Pentágono tentaram impedir que o jornal Stars and Stripes (respeitado veículo militar independente) cobrisse a reação dos soldados ao resultado das eleições de seu novo comandante chefe.

New York Times |

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  • O Departamento da Defesa mais uma vez chegou às manchetes por tentar evitar as notícias.

    A estúpida restrição do jornal, que é protegido pela proibição à interferência editorial da Primeira Emenda constitucional, impedia os repórteres responsáveis por registrar a reação do público nas áreas públicas das bases militares para "evitar atividades que pudessem associar o Departamento a qualquer eleição partidária".

    Partidária? Seguindo essa lógica, a cobertura da mídia civil das celebrações espontâneas que tomaram o país na terça-feira foi um ato de polarização jornalística.

    É ridículo que o Pentágono tema que homens e mulheres de uniforme possam ser vistos sorrindo, franzindo a sobrancelha ou exclamando variações de "Iupi!" ou "Ratos!" ao saber do resultado dos votos da democracia que defendem com suas vidas.

    A boa notícia é que os fundadores do Stars and Stripes encontraram comandantes no Oriente Médio e Europa que ignoraram essa tola regra.
    Quando outros comandantes proibiram o acesso no Japão e Coreia do Sul, o jornal adotou a postura de considerar a proibição ilegal sob políticas militares e civis. Seus repórteres fizeram seu trabalho até que foram forçados a parar.

    Por lei, soldados podem expressar suas opiniões políticas desde que não o façam em nome da instituição. Atualmente, eles fazem isso constantemente em seus blogs ou em cartas aos jornais.

    Mesmo assim, o porta-voz do Pentágono disse aos jornais que não há obrigação em "ajudar uma história que prejudica a natureza apolítica das Forças Militares".

    Vazia é uma palavra melhor do que apolítica.

    O Pentágono deve parar de adotar esta postura de fingir que não vê.

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