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Editorial: Os princípios e pragmatismos de Hillary Clinton

Uma das maiores forças da América é seu potencial de redenção e renovação. Isso foi perceptível na terça-feira durante a http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/01/13/hillary+diz+que+melhorara+imagem+dos+eua+com+diplomacia+3322971.html target=_topaudiência de confirmação da senadora Hillary Rodham Clinton como secretária de Estado do presidente eleito Barack Obama.

The New York Times |

Depois de oito anos de auto-destruição (nos quais o presidente Bush provocou e alienou os amigos deste país e deu espaço a muitos de seus inimigos) hillary prometeu a volta de uma política externa baseada em "princípios e pragmatismos, não em rígida ideologia; em fatos e evidências, não em emoções ou preconceitos".

A um Congresso amargurado com o arrogante desrespeito da gestão Bush por suas opiniões e poderes constitucionais, ela prometeu consultas. Hillary também disse que irá repudiar "guerras territoriais mesquinhas" e nós também nos lembramos de como Donald Rumsfeld insistiu em controlar todos os aspectos da guerra no Iraque (e os resultados desastrosos disso).

Em qualquer outro momento, falar sobre pragmatismo, princípio e cooperação poderia ter sido uma forma de se conquistar manchetes. Depois dos últimos oito anos, não passa de água refrescante em um deserto.

Como a maioria dos indicados ao gabinete, Clinton não falou muito sobre políticas específicas. Ela afirmou a intenção da nova gestão de aumentar contatos diplomáticos tanto com o Irã quanto com a Síria (uma grande mudança em relação à gestão Bush e algumas de suas próprias posições anteriores). Ainda assim, não deu detalhes de quais incentivos diplomáticos Obama ofereceria para tentar tirar Teerã de suas ambições nucleares e também não disse que novas pressões irão adotar além do mantra de que nenhuma oferta será colocada da mesa.

Depois de semanas nas quais Obama se recusou a comentar a guerra em Gaza, Clinton adotou um tom diferente (e bem-vindo) em relação à gestão Bush, enfatizando "os trágicos custos humanos" do conflito no qual mais de 900 moradores de Gaza e 13 israelenses morreram. Ela declarou um firme compromisso com um acordo de paz entre Israel e Palestina, com uma solução bi-estatal, mas não deu detalhes. Há menos de uma semana do Dia da Posse e até que haja um cessar-fogo, não há esperança de negociações.

A audiência mostrou a pose senatorial de sempre com membros do comitê elogiando Clinton (e vice-versa). Esperamos que as promessas de trabalho conjunto com o interesse do país em mente sejam realmente concretas.

Mesmo ao expressar apoio entusiasmado a Hillary Clinton, o senador Richard Lugar, o republicano do painel, questionou seriamente algumas atividades beneficentes do ex-presidente Bill Clinton. O "centro do problema", ele alertou, é que governos estrangeiros e outros "podem ver a Fundação Clinton como uma forma de conseguir favores da secretária de Estado".

Ele corretamente pediu medidas que tornem as atividades de arrecadação de fundos de Bill Clinton mais transparentes e o endurecimento do processo de fiscalização com o qual o ex-presidente concordou.

Hillary Clinton disse que o acordo atual é "provavelmente o máximo que conseguiremos". Nós apoiamos a opinião de Lugar de que os Clintons devem fornecer todas as informações possíveis ainda que por cautela. Nós pedimos que eles repensem o endurecimento do processo de fiscalização.

Deixar para trás guerras territoriais mesquinhas. Coordenar uma aproximação efetiva a assuntos complexos. Revigorar a diplomacia americana. A guerra como último recurso. Promessas de confirmação que depois de oito anos representam um enorme alívio.

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