Editorial: Os primeiros passos para o fechamento de Guantánamo

Muito antes do presidente Barack Obama assumir o cargo, quase todo mundo, até mesmo o presidente George W. Bush, disse que a prisão de Guantánamo precisava ser fechada. Em junho de 2007, a Casa Branca disse que estava trabalhando em diversos passos necessários antes do fechamento (mas que trabalhava muito para dar início ao processo).Bem, talvez nem tanto. Obama precisou de menos de 12 horas.

The New York Times |

Antes da meia-noite do seu primeiro dia no cargo, ele deu o passo vital para impedir os tribunais militares na prisão. Além disso, ele considera uma ordem executiva que exigiria o fechamento da prisão em um ano.
Todas as pessoas razoáveis, inclusive muitos advogados de defesa e alguns juízes e promotores responsáveis pelos casos, reconhecem estes tribunais pelo que são: uma zombaria dos padrões americanos de justiça e seu processamento correto.

A juíza aposentada que os coordena disse a Bob Woodward do jornal The Washington Post recentemente que teve que rejeitar o processo de um homem saudita acusado de planejar participar dos ataques do 11/9 porque o caso tinha sido manchado pela tortura do prisioneiro. Pelo menos um promotor se aposentou porque considerou os casos armados.

Obama denunciou corretamente estes tribunais durante sua campanha e ficamos satisfeitos ao ver que tomou uma atitude em relação a eles tão rapidamente agora que está da Casa Branca.

A decisão de Obama aconteceu através de um processo legal dado aos promotores militares, que descreve a interrupção como temporária, para que dê à gestão tempo de "rever o processo da comissão militar, como um todo, e os casos atualmente pendentes diante das comissões militares, em específico".

Nós presumimos que isso seja uma graciosidade legal. Não há motivos para reiniciar estes julgamentos e fazer isso daria sinais errados ao mundo. Agora estamos aguardando ansiosamente o anúncio de Obama sobre o processo pelo qual fechará Guantánamo e o que fará com os seus cerca de 245 prisioneiros.

Sabemos que muitos não apresentam ameaça aos Estados Unidos, se é que são culpados de alguma coisa. Também sabemos que poucos são muito perigosos e que as políticas ilegais e agressivas da gestão Bush dificultarão que sejam levados à justiça. Consertar esta parte do grotesco legado de Bush será muito mais difícil do que fechar a prisão.

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