Editorial: Os planos de Obama para a internet

O presidente eleito Barack Obama anunciou recentemente um ambicioso plano para ampliar a infraestrutura da internet no país como parte de seu proposto pacote de estímulo econômico. Melhorar a internet é um estímulo particularmente inteligente, que pode disseminar conhecimento, promover o empreendedorismo e tornar este país mais competitivo no cenário mundial.

The New York Times |

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Os Estados Unidos há muito são líderes mundiais em tecnologia, mas quando se trata da internet, o país está muito atrás. A América agora é o 15º país em termos de acesso de alta velocidade. Um dos objetivos de Obama é promover internet de alta velocidade a preços acessíveis para todos.

Obama, que teve grande sucesso na arrecadação de fundos e convocação de eleitores online, falou durante sua campanha presidencial sobre o poder transformador da rede para melhorar a qualidade de vida dos americanos. Ele disse que a internet pode, entre outras coisas, reduzir o preço da saúde pública, criar empregos e facilitar a participação dos cidadãos nas decisões do governo.

Em um discurso neste mês sobre seu plano de estímulo econômico, Obama disse que pretende garantir que cada criança tenha a possibilidade de acessar a rede e que usará parte do dinheiro deste pacote para levar a internet a bibliotecas e escolas. Este é um objetivo fundamental. Crianças mantidas do lado errado da divisão digital não têm uma chance justa de educar a si mesmas e competir por empregos de alta qualificação e salários vantajosos.

Obama também tem sido um grande defensor da "neutralidade da rede", o princípio segundo o qual os provedores de serviços na internet não devem poder descriminar qualquer informação disseminada por seus usuários.  A neutralidade da rede é necessária para garantir que os provedores de serviço não bloqueiem  conteúdos com os quais discordem ou deem apoio financeiro a grandes companhias de tecnologia, prejudicando os concorrentes menores e minando as possibilidades de inovação.

Obama precisará trabalhar em conjunto com o Congresso (e lutar contra lobistas corporativos) para conseguir alguns de seus objetivos. Outros ele conseguirá por si mesmo. Mas com a formação de uma Comissão Federal de Comunicações apropriada, ele será capaz de conseguir boa regulamentações para a neutralidade da rede.

"Este é o momento da estrada interestadual de Eisenhower para a internet", argumenta Ben Scott, diretor de políticas para a reforma da mídia do grupo Free Press. Restaurar a América ao seu papel como líder mundial da internet pode ser uma importante parte do legado de Obama.

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