Editorial: Obama retomará negociações sobre armamento nuclear

Durante a campanha de 2008, o presidente Barack Obama prometeu lidar com um dos maiores flagelos do mundo - milhares de armas nucleares que ainda residem nos arsenais americanos e russos. Ele disse que retomaria as negociações para o controle de armas (do tipo que o presidente George W. Bush desdenhava) em busca de cortes que eventualmente levem a um mundo livre da ameaça nuclear. Não há tempo a perder.

The New York Times |

Em menos de nove meses, o tratado Start I de 1991 irá expirar. Ele contém as regras básicas de verificação que dão a Washington e Moscou a confiança de que sabem o tamanho e a localização das forças nucleares do outro país.

A gestão Bush fez pouco esforço para encontrar um acordo que substituísse este. Então aclamamos o fato de oficiais americanos e russos parecerem dispostos a um novo acordo. Dados os muitos desgastes neste relacionamento, será necessário um compromisso forte de ambos os lados e uma diplomacia persistente, para que se chegue a um acordo a tempo.

Quando o presidente Obama encontrar o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, em Londres, no dia 1º de abril, os dois devem se comprometer a começar as negociações imediatamente e dar a seus representantes uma data para a conclusão antes do dia 5 de dezembro. Para que isso aconteça, o Senado precisa confirmar rapidamente o negociador representante de Obama, Rose Gottemoeller, para que ela possa começar a trabalhar.

Bush e o então presidente Vladimir Putin assinaram apenas um acordo de controle de armas em oito anos. Ele permitiu que ambos os lados mantivessem entre 1.700 e 2.200 bombas. Mais cortes (1.000 de cada lado para a próxima fase) enviariam a clara mensagem ao Irã, Coreia do Norte e outras nações aspirantes de que as maiores potências mundiais estão colocando menor valor nas armas nucleares.

Obama e Medvedev também deveria prometer que estas negociações são apenas o começo de um esforço mais ambicioso em reduzir seu arsenal e se livrar das armas nucleares mundiais. A próxima rodada deve trazer Grã-Bretanha, França e China para a mesa de debates. A tempo eles terão que influenciar e confrontar Índia, Paquistão e Israel na mesa também.

Há muito que Obama pode fazer direito, agora, para criar espaço para uma mudança séria. Esperamos que seu esperado discurso sobre as armas nucleares no próximo mês seja ousado.


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