Editorial: Obama reconhece erro e ganha credibilidade

Finalmente, a nova gestão percebeu a necessidade de que seus oficiais de alto escalão mantenham os altos padrões éticos estabelecidos pelo presidente. Isso deve renovar a esperança dos americanos de que o presidente Obama irá cumprir suas promessas de uma reforma governamental.

The New York Times |

Mesmo antes da falha na escolha de Tom Daschle, Obama havia perdido algum brilho reformista. Ele indicou um lobista como secretário da Defesa depois de prometer que os manteria longe do governo. Além disso, sua escolha para secretário do Tesouro, Timothy Geithner, mostrou que não havia pago impostos que claramente devia ao governo.

Isso gerou problemas críticos quando outros dois indicados para cargos de alto escalão revelaram não ter pago impostos até que a equipe da Casa Branca os obrigou a isso. Abandonar a indicação era a única coisa a se fazer.

O ex-senador Daschle, que o presidente havia escolhido para secretário da saúde e serviços humanos, deixou de pagar impostos substanciais e recebeu uma renda considerável de companhias envolvidas em questões de saúde que seriam afetadas pelas reformas que ele deveria liderar. Sua desistência do cargo não deve prejudicar os planos de reforma da gestão. Se ele tivesse sido confirmado pelo Senado, seus elos financeiros do passado teriam sido usados pelos críticos de qualquer plano que ele quisesse levar adiante.

A outra desistência envolveu Nancy Killefer, que seria a vice-diretora de gerenciamento do Gabinete de Gerenciamento e Orçamento e principal líder de performance do governo federal, uma nova posição. A extensão dos seus problemas fiscais não foi revelada. Sua breve declaração à imprensa indica que ela deixou de pagar impostos desemprego em nome de seus empregados domésticos ao Distrito de Columbia (o chamado problema fiscal da babá).

O problema pode ter sido pequeno, mas o comitê do Senado que teria que confirmá-la havia apenas começado a analisar seu passado. É difícil imaginar como ela poderia proceder em um trabalho no qual Obama disse que ajudaria a "restaurar a confiança do povo americano no seu governo".

A principal arma de um presidente que realmente quer limpar Washington é a credibilidade e ela exige integridade. Obama mostrou que tem ambas em abundância com seu claro reconhecimento de que "errou" e sua garantia de que aprendeu com isso.

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