Editorial - O voto para o casamento gay

Casais do mesmo sexo merecem total igualdade diante da lei e isso inclui o direito ao casamento. Durante a última década, membros do Congresso Legislativo Estadual de Rhode Island continuamente propuseram projetos de lei que permitiriam o casamento de pessoas do mesmo sexo apenas para ver a questão morrer diante de um comitê sem ser votada.

The New York Times |

Esta semana, o Comitê Judiciário do Senado deve, novamente, ouvir
testemunhos sobre um projeto de uma lei que permitiria o casamento
homossexual; um comitê da Câmara pode fazer isso no próximo mês. Estes serão gestos vazios, mais uma vez, se os projetos não avançarem. Os proponentes devem redobrar seus esforços para conseguir a votação, na qual um resultado favorável poderia ajudar a elevar a questão à consciência nacional.

Rhode Island faz fronteira com os únicos dois Estados que reconhecem o casamento gay, Connecticut e Massachusetts. Em ambos os Estados, as cortes, não os Congressos Legislativos, reconheceram o direito de pessoas do mesmo sexo se casarem.

Os Congressos Legislativos de Connecticut e Massachusetts aprovaram as uniões civis antes que as cortes dessem este passo a mais oferecendo aos casais gays todos os direitos. Grupos de defesa como o Marriage Equality of Rhode Island (Igualdade Matrimonial de Rhode Island, em tradução livre) pressionam por direitos totais ao invés das limitadas uniões civis. Eles argumentam, corretamente, que qualquer coisa menos que isso seria injusto.

As cortes da Califórnia também defenderam os direitos dos homossexuais ao casamento, mas os eleitores rescindiram a decisão em novembro através da infame Proposição 8, um referendo que agora está sendo contestado na justiça.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo enfrenta enormes desafios em Rhode Island. Três de seus principais líderes se opõem à medida: o
governador republicano Donald Carcieri e dois democratas, o orador da
Câmara, William J. Murphy, e a presidente do Senado, M. Teresa Paiva
Weed.

O representante estadual Arthur Handy atraiu apenas quatro patrocinadores quando apresentou o projeto de lei em 2003. O projeto
que pretende apresentar esta semana deve conseguir até 30 co-patrocinadores dos 75 membros da Câmara.

Isso certamente é algum progresso progresso, mas o que Handy e os
casais gays do Estado precisam mesmo é de um voto favorável na Câmara e no Senado.

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