Editorial: O que dizer sobre o aquecimento global?

Novos relatórios da Academia Nacional de Ciências têm evidências de que seria loucura continuar adiando a resolução do problema

The New York Times |

O esforço em combater o aquecimento global tem sido ignorado à medida que outras crises exigem a atenção de políticos e do público. Novos relatórios da Academia Nacional de Ciências oferecem evidências convincentes de que seria uma loucura adiar a resolução do problema por mais tempo.

Esperamos que os relatórios impulsionem o Senado americano a agir a respeito do projeto de lei para energia e mudança climática. Eles oferecem uma rejeição científica às alegações feitas por céticos do Senado e do setor de energia que se apegavam a pequenos erros do relatório do Painel Intergovernamental para Mudança Climática da ONU em 2007 para sugerir que a ideia foi fabricada.

A conclusão da academia é clara: "Mudanças climáticas estão ocorrendo, causadas principalmente por atividades humanas, e apresentam riscos significativos para uma ampla gama de sistemas humanos e naturais."

Os relatórios reconhecem que ainda que magnitude desses riscos - aumento do nível do mar, seca, doenças, destruição de ecossistemas - sejam difíceis de prever, a sociedade deveria agir para atenuá-los.

A academia afirma que, entre 2012 e 2050, os Estados Unidos deveriam emitir no máximo um total de 200 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa, idealmente menos. Com o índice atual de 7 bilhões de toneladas ao ano, o país produziria 266 bilhões de toneladas.

Quanto mais esperarmos para começar a reduzir nossas emissões, a academia acrescenta, mais difícil e mais caro será para atingir esse objetivo. O órgão recomenda colocarmos um preço nas emissões, assim como investir em eficiência energética, combustíveis alternativos e tecnologias mais limpas.

Um projeto de lei que dê a esse país uma chance de atingir esses objetivos foi aprovado no Câmara no ano passado. Um projeto parceiro, apresentado recentemente no Senado, está estagnado.

Na verdade, o Senado continua a flertar com uma proposta retrógrada apresentada por Lisa Murkowski do Alasca, que minaria a autoridade do Departamento de Proteção Ambiental para regulamentar o efeito de estufa.

Essa autoridade se tornará ainda mais importante se o Congresso não agir. Que o Senado cogite esse caminho é surpreendente.

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