Editorial: O problema da marca Brando

Talvez algum dia as celebridades abram seus nomes e obras para domínio público. Isso resolveria o que pode ser chamado de problema Brando - o caso de uma grande figura publica que morre e deixa para trás uma enorme e contraditória imagem e nenhum legado comercial claro.

The New York Times |

A tentativa de se criar uma marca Brando de toda a criação de Marlon Brando está nas mãos dos estranhos responsáveis por sua fundação: um produtor, um contador e seu antigo assistente pessoal. Até então, sua principal atividade foi processar companhias que infringiram o nome Brando, que é uma marca registrada.

Como Michael Cieply escreveu no The New York Times esta semana, os responsáveis pela fundação entraram com uma nova ação contra os operadores do chamado Loft Brando, no centro de apartamentos residenciais de Los Angeles. (A ação atesta que o nome de Brando também é usado sem permissão em outros locais, como um condomínio em Miami.)

Criar uma marca significativa de Brando (ao contrário se simplesmente alertar quem usa o nome sem permissão) não será uma tarefa fácil. A busca por um lado comercial viável em Brando deve atrair algumas distorções interessantes. Será o jovem homem que ficou famoso com o drama "The Wild One"? O brilhante ator de palco?

Irá evocar os pensamentos de Don Corleone ou Jor-El ou Maria Schneider? Ou será a figura que se escondeu em um atol particular no Pacífico sul, onde os responsáveis por sua fundação planejam construir um resort temático, ecologicamente correto?

Comparado com o legado unitário único de Elvis Presley, Brando (quem quer que fosse o homem  quando não estava atuando) está envolto em névoa.

Ele é um otimo exemplo da figura que, em um mundo ideal, deveria pertencer ao público que fez o seu nome.

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