Editorial - O preço absurdo dos livros e as novas tecnologias

Estudantes universitários e suas famílias estão corretamente indignados com os preços abusivos dos livros que quase triplicaram desde os anos 1980, geralmente por causa de suplementos como CD-ROMs. Um projeto de lei pendente no Congresso obrigaria as livrarias a vender uma versão sem os suplementos - e o preço extra que eles agregam. Mais importante que isso, exigiria que as editoras anunciassem o valor dos livros em seu material promocional para que os professores pudessem escolher os mais baratos.

The New York Times |

A lei é um ótimo primeiro passo. Mas universidades e faculdades precisarão abraçar novos métodos de desenvolvimento e distribuição dos livros se quiserem conquistar preços menores. Isso significa o uso de livros digitais, que geralmente podem ser encontrados online gratuitamente ou em cópias materiais por menos de um quinto do preço das edições tradicionais. Os livros digitais também podem ser facilmente atualizados e customizados.

Atualmente, as editoras estão se sintonizando. Elas acrescentam tantos brindes quanto podem e publicam novas edições o mais rápido possível - para tornar as edições anteriores obsoletas. Nem todo livro pode ser barato. Um texto especializado que apenas algumas pessoas sabem como escrever e que alcança uma audiência pequena será caro por definição. Mas não há motivos para um livro universitário introdutório custar algo como US$140 em áreas como economia, onde a informação muda anualmente.

A universidades estão começando a reclamar dos preços absurdos. A Universidade Rice oferece seus livros online e cobre apenas uma pequena taxa pelas versões impressas. Uma nova companhia chamada Flat World Knowledge, baseada em Nyack, Nova York, planeja oferecer livros online gratuitamente e espera gerar lucro com material suplementar como guias de estudo e cópias impressas por solicitação.

Um estudo realizado pelo geógrafo Ronald Dorn na Universidade Estadua do Arizona sugere que os estudantes que utilizam livros online se saem tão bem quanto os que compram cópias caras de livros tradicionais. As universidade devem fazer proveito dessas novas possibilidades.

Estudantes e suas famílias precisam de toda ajuda que puderem conseguir.

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