Editorial: o custo da ausência por motivo de saúde

Quando o presidente Barack Obama e o Centro de Controle e Prevenções de Doenças pediram que as pessoas com sintomas de gripe ficassem em casa para não contagiar outras da comunidade a medida pareceu responsável. Até então, o novo vírus da gripe suína causou apenas doenças medianas nos Estados Unidos, mas se espalhou por quase todo o país, aumentando a probabilidade de que um número maior de pessoas desenvolvam os sintomas.

The New York Times |


Mas o que devem fazer os trabalhadores conscientes que sabem que ficar em casa custará muitos dias de salário e, em uma economia atingida pela recessão, possivelmente seus empregos caso seus empregadores se sintam exasperados com sua ausência?

Cerca de 60 milhões de americanos não têm direito a receber seu salário normalmente quando estão doentes ou ficam em casa para cuidar de crianças enfermas. A falta de uma ausência por motivos de doença é especialmente difícil neste país entre os trabalhadores de baixa renda, do ramo alimentar e de meio-período, entre outros.

Muitos outros países oferecem mais a seus trabalhadores. De acordo com o Dr. Jody Heymann, diretor do Instituto de Saúde e Política Social da Universidade de McGill, mais de 160 países garantem que todos seus cidadãos recebam seu salário durante ausência por motivo de saúde.

Se Obama quer realmente tomar uma ação responsável para controlar os tratamentos de doenças contagiosas, ele deve apoiar uma lei que garanta aos americanos pelo menos sete dias de ausência por motivo de doença por ano (tempo suficiente para se ficar em casa até que a influenza passe). Assim, todos os americanos poderiam seguir seu conselho, e todos nós estaríamos seguros.

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