abandonando o plano tecnologicamente duvidoso de construir um sistema de defesa de mísseis de longo alcance na Polônia e na República Tcheca proposto pelo ex-presidente George W. Bush. Ao invés disso, o Pentágono irá empregar um sistema menos ambicioso - porém mais viável - de interceptadores e sensores, primeiro em navios e depois em terra." / abandonando o plano tecnologicamente duvidoso de construir um sistema de defesa de mísseis de longo alcance na Polônia e na República Tcheca proposto pelo ex-presidente George W. Bush. Ao invés disso, o Pentágono irá empregar um sistema menos ambicioso - porém mais viável - de interceptadores e sensores, primeiro em navios e depois em terra." /

Editorial: Novo sistema de defesa de Obama exige destreza diplomática e política

O presidente dos EUA, Barack Obama, tomou uma boa decisão estratégica, http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/09/17/obama+anuncia+reformulacao+de+sistema+antimisseis+na+europa+8497939.html target=_topabandonando o plano tecnologicamente duvidoso de construir um sistema de defesa de mísseis de longo alcance na Polônia e na República Tcheca proposto pelo ex-presidente George W. Bush. Ao invés disso, o Pentágono irá empregar um sistema menos ambicioso - porém mais viável - de interceptadores e sensores, primeiro em navios e depois em terra.

The New York Times |

O plano de Bush tinha três falhas fundamentais. A tecnologia não estava nem perto de estar pronta. A ameaça da qual deveria nos defender - um projétil balístico iraniano intercontinental - também levará anos. E o plano (e a insistência de Bush a respeito ele) deu a Moscou uma desculpa muito conveniente para agir contra as influências ocidentais e evitar sua responsabilidade de ajudar a conter as ambições nucleares do Irã.

O novo sistema resolve os dois primeiros problemas. A tecnologia existe e pode ser colocada em prática muito antes do que o sistema de Bush. E pretende lidar com um perigo muito mais imediato: os mísseis de curto e médio alcance do Irã que podem ameaçar a Europa e Israel.

Ainda assim, lidar com diplomacia - particularmente a decepção dos países da Europa Central - e com a política nacional irá exigir destreza.

Nem a Polônia nem a República Tcheca estavam preocupadas com o Irã ou particularmente comprometidas com a necessidade de um escudo de defesa contra mísseis. O que estes países temem é a Rússia. E o que queriam era a segurança de um relacionamento mais íntimo com Washington - e com a equipe militar americana - que veio junto com a proposta do radar e dos interceptadores.

O presidente Obama falou com os líderes de ambos os países antes de anunciar sua decisão. Ao anunciar a decisão na Casa Branca na quinta-feira, ele reafirmou o compromisso deste país com a defesa comum de todos os membros da Otan. Nas próximas semanas será preciso mais garantias para acalmar suas ansiedades.

As reclamações em Washington já são ferozes - e muito mais insinceras. A defesa contra mísseis sempre foi um assunto de fé e política, mais do que razão, para muitos republicanos. John Boehner, líder minoritário da Câmara, acusou o presidente de "tirar da mesa uma das defesas mais importantes contra o Irã".

Nem mesmo a insistência do secretário da Defesa Robert Gates - que já foi defensor do plano de Bush - de que o novo sistema poderá ser colocado em prática e oferecer maior segurança contra uma ameaça muito mais imediatas conseguiu aplacar suas reclamações. Suspeitamos que Obama e Gates terão que manter este argumento ao longo do próximo ano durante as eleições Congressionais e em 2012.

Obama se encontrará em Nova York na semana que vem com o presidente Dmitri Medvedev da Rússia. Ele deve deixar claro que sua decisão não é uma recompensa pela pressão e tirania de Moscou - e que a melhora nas relações dependerá da disposição da Rússia em tratar melhor seus vizinhos e seu povo.

Nós nunca acreditamos nas afirmações de Moscou de que o sistema de Bush representava uma ameaça aos seus milhares de mísseis altamente sofisticados. Os russos repetiram isso com tanta frequência que podem ter persuadido a si mesmos. 

O anúncio deve facilitar que ambos os lados cheguem a um acordo rapidamente sobre a ampliação do acordo nuclear Start I, que acaba em dezembro. Os dois líderes têm muito mais para discutir, incluindo negociações de cortes maiores em seus arsenais nucleares e uma estratégia para impedir o programa nuclear do Irã.

Os críticos do presidente têm razão em um ponto: os russos estarão observando de perto em busca de qualquer sinal de fraqueza. Obama deve estar preparado para pressionar Medvedev em todos estes assuntos.

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