Editorial: Novas regras revelam padrão ético da gestão Obama

As transições presidenciais modernas tipicamente procuram grupos de lobistas, corporações e comitês de ação política, que oferecem um ponto de equilíbrio lucrativo em troca de um atalho interno mesmo antes da posse da nova gestão. Por isso, é significativo que o presidente eleito Barack Obama tenha recusado essa fonte financeira e optado por determinar regras éticas para guiar a cultura lobista de Washington.

The New York Times |

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As fontes de dinheiro para a tarefa da transição, orçada em US$12 milhões, serão reveladas antes da posse, com doações de no máximo US$5.000. Qualquer lobista profissional apontado pela equipe não poderá trabalhar na sua área de especialidade. E qualquer membro da equipe de transição que depois se tornar um lobista está proibido de se aproximar da nova gestão por um ano.

Há uma enorme diferença entre esta postura e a adotada pela gestão Bush, na qual os lobistas e a fanáticos da indústria receberam posições críticas sem nenhuma preocupação com o conflito de interesses. Mas muito mais precisa ser dito sobre como, depois da posse, a gestão Obama irá lidar com os lobistas modernos - que se tornaram perspicazes na política da capital.

Durante a campanha, Obama prometeu que os lobistas "não terão lugar na minha Casa Branca". John Podesta, seu co-chefe de transição, não foi tão taxativo ao anunciar regras éticas iniciais. Mas disse que as determinações mais restritas já adotadas contra os lobistas ainda serão anunciadas para acabar com o ciclo vicioso entre governo e interesses particulares.

No mínimo, Obama precisa cumprir as promessas de campanha de que indicados políticos terão que informar todos os encontros que tiverem com lobistas, além de impedir que eles trabalhem em questões que envolvam ex-funcionários e que usem sua posição e contato para fazer lobby, caso abandonem o cargo.

Essas são as mudanças com as quais os eleitores estão contando.
Podesta promete que eles não serão decepcionados. Mesmo se o padrão ético impedir a contratação de um lobista valioso, "que assim seja", ele disse.  Errar pela cautela é a única esperança de se lidar com essas hordas de lobistas.

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