Editorial: Nova York vende direitos sobre nome de estação de metrô

Depois de cinco anos de tentativas, a Autoridade Metropolitana de Transportes (ou M.T.A. na sigla em inglês) vendeu os direitos sobre o nome de uma estação de metrô. A partir de 2012, o órgão acrescentará o nome Barclays à estação do Brooklyn atualmente conhecida como Atlantic Avenue-Pacific Street.

The New York Times |

Sim, Barclays, o banco britânico. Mais diretamente, o banco que comprou os direitos sobre o nome do estádio desportivo que está sendo construído como parte do projeto Atlantic Yards. O comprador neste caso é Forest City Ratner, criador do Atlantic Yards. Ele irá pagar US$ 200 mil por ano nos próximos 20 anos.

Sabemos que este é um valor alto em tempos difíceis para a M.T.A. Mas há motivos para estarmos descrentes de tudo isso, que provavelmente explica porque levou tanto tempo para que fosse vendido.

Quando se desce em uma estação de metrô, você quer saber onde está, não quem a patrocina. Os nomes não mudam facilmente, especialmente quando correspondem (como os nomes das estações de Nova York) ao lugar exato da cidade. Os nomes de estações de metrô são úteis como são, mudando apenas quando a rua acima delas muda.

O nome de seus patrocinadores deve mudar conforme o clima econômico, e acrescentar um nome como Barclays ao que é, afinal, uma estação pública de trânsito (no Brooklyn) parece dissonante.

Portanto, no quesito de direito sobre os nomes, gostaríamos de pedir que a M.T.A. adote outra postura: venda os direitos sobre os trens. Alguns passageiros da linha norte já podem embarcar em trens como Thelonius Monk ou John Cheever ou Sojourner Truth. Mas no cenário atual, teria que ser alguém que gerasse dinheiro. Talvez Donald Trump?

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