Editorial: Netanyahu promete buscar paz com palestinos

Conforme se prepara para assumir o cargo de novo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu tem oferecido o que parece ser um compromisso tentador. Ele disse que seu governo será um parceiro em busca da paz.

The New York Times |


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"Eu irei negociar com a Autoridade Palestina pela paz", ele disse. Nós gostaríamos de aceitar a palavra de Netanyahu e seria muito mais fácil fazer isso se ele não tivesse trabalhado tão arduamente para construir sua reputação como o linha-dura com profundo receio a respeito do próprio processo de paz que agora diz abraçar.

Na campanha eleitoral deste ano, ele criticou um tratado de paz com os palestinos. Mesmo agora, ele não explicou exatamente que termos oferecerá como um "parceiro em busca da paz". Ele ainda não consegue endossar uma solução de dois Estados (que acreditamos ser necessária para qualquer esforço de paz regional sério).

Não será difícil julgar por seus atos e relativamente cedo, caso Netanyahu esteja realmente comprometido a respeito de sua busca pela paz com ou palestinos. Seu governo deve receber a aprovação parlamentar na próxima semana.

Depois disso, sugerimos que ele comece por congelar qualquer construção de assentamentos e expansão na Cisjordânia, como Israel há muito promete fazer. Ele deveria acabar com o bloqueio entre cidades palestinas que não são necessários por segurança.

No leste de Jerusalém, ele deveria parar com os humilhantes despejos de palestinos. E em Gaza, ele precisa ampliar as exceções ao bloqueio para permitir a importação de cimento e materiais de reconstrução.

Se Netanyahu está comprometido a ser um parceiro pela paz, ele não irá se opor ao grupo Hamas fazer parte de um governo de união palestino com sua facção rival, o Fatah (desde que este governo esteja comprometido com a prevenção do terrorismo e aceite antigos acordos entre Israel e os palestinosa).

Ele reconhecerá que os Estados Unidos têm seus próprios interesses diplomáticos com a Síria, Irã e os palestinos (e permitirá que a gestão Obama tenha a liberdade necessária para ir atrás deles). Ele também não começará uma guerra preventiva contra o Irã.

É compreensível que os palestinos estejam céticos a respeito da mudança na liderança israelense. O compromisso de "parceiro em busca da liberdade" de Netanyahu fazia parte de um acordo político difícil criado para garantir que o Partido do Trabalho (líder nos esforços de paz no Oriente Médio) se una a seu governo e assim amplie seu apelo em um momento de dificuldades.

Como Ethan Bronner do The New York Times reportou, Israel está cada vez mais isolado e enfrenta sua pior crise diplomática em duas décadas depois de sua ofensiva militar em Gaza. Por isso, Netanyahu alertou contra as expectativas de que seu ministro do exterior seja um líder ultranacionalista com opiniões anti-árabes. A falha em estabelecer negociações de paz com os palestinos pode piorar a situação ao causar atrito com a nova gestão Obama e com a Europa.

Netanyahu tem fama de ser mais aberto às negociações com a Síria do que com os palestinos. Mas alguns especialistas israelenses e oficiais sugerem que apesar de sua reputação, ele pode ser o líder que concluirá as negociações de paz com os palestinos. Agora está registrado que ele disse que fará isso. Iremos acompanhar ansiosamente e esperar que os israelenses consigam fazer com que com ele cumpra sua promessa.

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