Editorial - Negócios inacabados no Afeganistão precisam de uma solução

Cinco anos depois que o presidente Bush abandonou grande parte de sua operação militar contra o Taleban e a Al-Qaeda no Afeganistão para que pudesse invadir o Iraque, soldados americanos e da Otan são necessários mais do que nunca no país para impedir a insurgência. Mesmo assim, Washington e seus aliados europeus ainda não têm uma estratégia ampla e definitiva para combater a ameaça.

The New York Times |

Apesar da presença de mais de 50,000 soldados da Otan - na maioria americanos - e cerca de 140,000 soldados afegãos, o Taleban e a Al-Qaeda se fortaleceram nos últimos dois anos e as forças locais estão longe de poder defender o país sozinhas.

Nessa semana, centenas de soldados da Otan e do Afeganistão usando helicópteros de ataque tiveram uma das maiores batalhas dos últimos anos na região. O alvo era cerca de 400 militantes que entraram em diversas vilas perto da cidade de Kandahar, invadiram prisões e libertaram centenas de companheiros.

Um relatório do Gabinete de Prestação de Contas do Governo concluiu essa semana que depois de investir US$16.5 bilhões, o Pentágono e o Departamento de Estado ainda não têm uma "estratégia sustentável" para o desenvolvimento do exército afegão e da força policial do país. Para compreender o tamanho do problema leia as linhas finas: apenas duas  em cada 105 unidades do exército - e nenhuma unidade policial - operam "completamente".

O presidente Bush deveria direcionar o Pentágono e Departamento de Estado para a criação de um plano que garanta que o dinheiro americano seja usado para construir uma força de segurança afegã capaz. Ele deveria trabalhar com líderes europeus, afegãos, e paquistaneses para colocar as diferenças de lado e desenvolver uma estratégia militar e política ampla que lide com a ameaça Taleban e Al-Qaeda de ambos os lados da fronteira entre Afeganistão e Paquistão. Doadores internacionais, que prometeram outros milhões para o país na semana passada, precisam pressionar o presidente Hamid Karzai a acabar com a corrupção local e coordenar esse dinheiro junto com o representante dos Estados Unidos no país, Kai Eide.

Enquanto isso, os aliados da Otan precisam ampliar suas forças - como a Grã-Bretanha prometeu. Os aliados que colocam restrições inexplicáveis sobre como e onde suas forças podem operar devem removê-las.

O Afeganistão irá eleger um presidente no próximo ano e mais tumultos podem surgir, caso os eleitores estejam temerosos de ir às urnas. Um Afeganistão instável, no qual extremistas e traficantes de drogas tem porto-seguro pode ser outro legado de Bush. Seus possíveis sucessores precisam explicar como irão lidar com isso.

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