Editorial - Líbano chega mais uma vez ao limite

Uma certa calma voltou a tomar conta de Beirute nos último dias, mas o país permanece assustadoramente próximo de uma outra guerra civil. Cem mil libaneses (de um pouco menos de quatro milhões), morreram na última guerra civil. Líderes libaneses responsáveis ¿ maronitas, sunitas, xiitas e druses ¿ precisam fazer o possível para achar uma saída pacífica e os Estados Unidos precisam fazer muito mais para ajudar.

The New York Times |

A crise atual começou na semana passada quando o governo de Siniora que reúne grandes partes das comunidades sunita, druse e maronita tentaram fechar uma rede de telecomunicação e vigilância comandada pelo grupo militante Hezbollah. Isso seria uma bem-vinda mostra da autoridade governamental, mas o governo não tem o poderio político e militar para isso.

O Hezbollah que tem apoio dos xiitas, a maior e mais pobre comunidade do Líbano, tanto quanto do Irã e da Síria reagiu. Com o exército libanês o Hezbollah expulsou milícias pró-governo da maioria da região oeste de Beirute e outras partes do país.

O governo, infelizmente, teve que desistir da questão das telecomunicações. Com seus ganhos militares o Hezbollah pode exigir muito mais do que Siniora pode dar sem abandonar a legitimidade de seu governo. Agora é necessário um compromisso, que apenas o exército libanês a única instituição que representa todas as facções do Líbano parece em posição de conseguir.

Esse acordo deverá resolver diversas questões divisivas, incluindo o atraso em relação à posição vazia da presidência do país.  Será necessário restaurar a autoridade perdida do governo. E manter o Hezbollah na linha, o acordo deveria ser garantido pelo Irã e Síria.

A idéia de Bush para ajudar o Líbano é dar mais ajuda ao exército libanês. O exército precisa de mais armas, mas apenas isso não o tornará mais disposto a enfrentar o Hezbollah. O exército finalmente disse que fará tudo o que for necessário para restaurar a paz e manter a ordem.

Se Bush realmente quer ajudar Siniora ele precisará falar com o líder do Hezbollah na Síria e Irã: sobre os riscos que sofrem ao promover a instabilidade no Líbano e as recompensas que podem conseguir em troca de uma postura mais construtiva. A recusa teimosa de Bush em negociar com a Síria ou o Irã enfraqueceu a influência americana na região. A situação no Líbano é perigosa. Bush precisará fazer muito mais se quiser salvar o Acordo de Taif.

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