Editorial: Lembretes sobre a reforma da saúde

Nesta semana, legisladores atentos receberam dois poderosos lembretes sobre a necessidade crítica que eles têm para passar uma reforma mais concreta o possível para baixar os preços do custo da saúde e cobrir um exorbitante número de americanos - mais de 45 milhões ¿ que continuam sem cobertura.

The New York Times |

O mais dramático foi o último relatório anual dos consignatários da Medicare, divulgado na terça-feira, que apontou a piora da situação financeira já frágil da Medicare por causa da recessão. A crise também está antecipando o dia em que o programa de fundos do hospital enfrentará a falência a menos que reformas sejam executadas. Como Peter Orszag, chefe da secretaria de Gestão e Orçamento, repetidamente destacou: a única forma de resolver os problemas fiscais dos grandes programas de direitos é diminuir o crescimento rígido no suporte dos custos do sistema de saúde.

O outro lembrete é a necessidade de mudança. Foi prometido por líderes das maiores indústrias do sistema de saúde o corte de US$ 2 trilhões nos gastos com o sistema de saúde projetados para a próxima década. Foi um desenvolvimento promissor, mas provavelmente não é uma grande mudança como o presidente Barack Obama havia proclamado. Até agora, tudo o que temos é uma promessa vaga e sem força que pode não ser realizada nunca.

Na segunda-feira, grupos representantes de companhias de seguro, fabricantes de medicamentos e equipamentos, médicos, hospitais e um sindicato trabalhista prometeram acabar com 1,5% da taxa anual de crescimento das despesas do sistema de saúde, na Casa Branca. Isso reduziria a taxa de crescimento de 6,2% para 4,7% por ano durante a próxima década. É uma quantia aparentemente modesta que, com o tempo, produziria uma economia importante para o sistema de saúde, o governo federal e para as famílias em particular.

Esperávamos que fosse um sinal de que a indústria acredita que reformas maiores são inevitáveis e que é melhor cooperar com o esforço do que se opor a ele.

É uma grande diferença que elementos díspares dessa indústria manifestem vontade em reduzir a insustentável taxa de crescimento dos custos da saúde. No começo dos anos 90, a indústria de seguros e de outros interesses especiais combinou em barrar as propostas para o sistema de saúde da administração de Clinton.

No curso das promessas de economia, os líderes do sistema de saúde pareciam querer aceitar reformas, há muito liberadas por estudos comparativos de efetividade que determinam quais procedimentos médicos ou produtos funcionam melhor. A possibilidade de eles quererem aceitar o pedido de uso de melhores procedimentos ou produtos parece duvidosa.

Os céticos estão certos em se preocupar com que os líderes da indústria de saúde estejam, primariamente, tentando se desviar de poderosas regulações e políticas sociais, ao fazer promessas de ações voluntárias sem cabimento. Nenhum dos grupos do sistema de saúde concordou em aceitar qualquer corte específico. Nenhum deles concordou em acabar com a oposição anterior a certas reformas em discussão no Congresso. Como também não estão aptos a garantir que seus membros aceitem o direcionamento de suas associações nacionais.

As indústrias precisam ter propostas concretas para que o Congresso da secretaria de Gestão possa avaliar em termos o impacto provável nas despesas do sistema de saúde. E o Congresso precisa encontrar algum mecanismo para exigir que a indústria economize caso seus esforços voluntários para reduzir os custos, como prometido, fracassarem.


Leia mais sobre sistema de saúde

    Leia tudo sobre: sistema de saúde

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG