Editorial - Governo federal diminui contribuição ao Medicaid

Num momento em que a crise econômica deixa muitos desempregados e sem assistência médica, a gestão Bush silenciosamente decidiu reduzir sua contribuição ao Medicaid por serviços a pacientes não hospitalizados. Com a queda na arrecadação fiscal, muitos Estados não conseguirão pagar sua parcela dos custos, muito menos compensar a queda na contribuição federal.

New York Times |

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O impacto sobre os pobres e os hospitais responsáveis por seu atendimento será grave.

A nova regra, que entra em vigor no dia 8 de dezembro, limita a gama de serviços que podem ser oferecidos aos pobres sob benefício do Medicaid. Esta é uma regra complicada que visa excluir pacientes que poderiam ser tratados fora dos hospitais, em clínicas onde os custos são muito menores.

Os hospitais podem continuar a oferecer tais serviços. Mas eles agora eles serão reembolsados a índices muito menores por outros fornecedores do Medicaid.

A gestão Bush insiste que o propósito desta regra não é reduzir a contribuição federal para o Medicaid mas sim esclarecer quais serviços são unicamente oferecidos em hospitais de atendimento rápido e quais podem ser procurados em outros lugares. Além disso, ela prevê que o efeito econômico não será significativo.

Líderes de hospitais proeminentes e autoridades responsáveis pelo Medicaid têm perspectivas muito mais sombrias, como foi reportado por Robert Pear no The New York Times de sábado. Ao obedeceram a nova lei, os hospitais com custos muito altos terão que cortar o tratamento dentário e oftalmológico de pacientes, além de serviços pediátricos, entre outros. Isso poderá atingir muitas pessoas em bairros mais pobres onde há poucas clínicas dispostas a tratar pacientes pelo Medicaid.

Seja qual for o impacto, a nova regra caminha na direção errada.
Estados financeiramente estressados pedem que a Casa Branca aumente a contribuição federal ao Medicaid, pelo menos durante os próximos dois anos, para ajudá-los a lidar com uma possível longa recessão. O presidente eleito e o Congresso terão que cuidar disso - e reverter essa regra.

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