Toda nova gestão chega decidida a fazer história. Infelizmente, a gestão Bush estava determinada a esconder grande parte dela. De alguma forma, centenas de emails registrando dias oficiais da Casa Branca foram apagados do domínio público. Também desaparecidas estão as mensagens de indicados do alto escalão de Bush que usaram de maneira incorreta as contas de e-mail do Partido Republicano para conduzir negócios públicos.

Tudo isso ressalta a necessidade de proteção judicial para garantir que a cada vez maior história eletrônica do país seja preservada. 

Uma medida em andamento no Congresso deve fortalecer o poder dos Arquivos Nacionais em exigir que a Casa Branca e outras agências relacionadas preservem todos seus registros eletrônicos. Um gabinete de arquivista seria criado para estabelecer procedimentos melhores e teria que verificar e certificar que os sistemas estão fazendo seu trabalho. Isto é crucial, uma vez que os investigadores congressistas descobriram que oficiais do arquivo se afastaram da inspeção do armazenamento de mensagens de e-mail durante a última gestão. 

Oficiais de Bush culparam a tecnologia falha pela perda dos e-mails. Talvez tenha sido um acidente que dias inteiros de trabalho tenham sumido dos gabinetes do presidente George W. Bush e do vice-presidente Dick Cheney. Talvez tenha sido uma coincidência que centenas de milhares dos e-mails perdidos tenham sido exatamente aqueles trocados antes da guerra do Iraque (com sua manipulação de informações), da exposição de Valerie Plame e da decisão de destruir as fitas de interrogatórios da CIA. 

Todas estas possibilidades não substituem os registros históricos reais. O Congresso precisa proteger esta impagável propriedade dos contribuintes antes que mais história se perca.

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