Editorial: ¿Firmeza e paciência¿ com a Coreia do Norte

O presidente Bush deu um bom conselho sobre o vai-e-vem no acordo nuclear com a Coreia do Norte. Os Estados Unidos, disse ele recentemente, devem permanecer ¿firme e paciente¿ quando o presidente eleito Barack Obama assumir o desafio de separar a Coreia do Norte de seu programa nuclear.

The New York Times |

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Não vamos insistir no fato de que, se Bush tivesse seguido seu conselho desde o início da sua administração, a Coreia do Norte não teria plutônio suficiente para construir seis ou mais armas nucleares. Sua receita é boa e a atual administração ainda não a segue. 

Antes de Bush discursar, o Departamento de Estado anunciou que os Estados Unidos e seus parceiros podem cortar o envio de combustível pesado já que Pyongyang se recusa a concordar, por escrito, com um plano de verificação de seu estoque nuclear e seus equipamentos.

China e Rússia insistem que não concordaram com nenhuma decisão anunciada. A Coreia do Sul disse que poderá atrasar carregamentos de aço destinados às estações de energia norte-coreanas. O Japão já está quebrando o acordo de abastecimento de combustível, e a Austrália, que apoiou a ruptura, anunciou que irá reter suas contribuições. 

Se os carregamentos cessarem, a Coreia do Norte estarará no direito de interromper a desativação das instalações nucleares em Yongbyon e retomar a produção de plutônio para armas nucleares. Essa situação representará uma crise imediata para Obama.

A Coreia de Norte tem um longo histórico de traição, e uma verificação é essencial. Isso inclui assinar um termo que permita inspeções, entrevistas com cientistas e recolhimento de amostras ambientais. Mas sob o acordo, o plano de verificação supostamente viria mais tarde. A data foi antecipada como condição para a retirada da Coreia do Norte da lista de países terroristas.

O acordo é baseado na troca de ações, incluindo o fornecimento de combustível pesado por Washington e seus aliados em troca do desmantelamento do reator nuclear e de equipamentos de produção de combustível em Yongbyon. Segundo estimativas, Pyongyang completou 85% do desmantelamento enquanto os EUA e seus parceiros entregaram não mais que 60% dos carregamentos de combustível.  

Os norte-coreanos estão frustrados, instáveis e tendem a esconder práticas abomináveis. Esse sempre foi o desafio. Se o acordo fracassar, são pequenas as chances de o país encerrar seu programa nuclear.

A Coreia do Norte perdeu uma oportunidade de estabelecer um tom positivo com a administração de Obama ao não assinar um plano formal de verificação. Os líderes norte-coreanos provavelmente querem privar o governo Bush de qualquer sucesso na política externa ou estão querendo forçar o próximo presidente a oferecer mais combustível ou outros benefícios. Eles não deveriam contar com isso.

Como Bush sugeriu, Obama deve ser firme e paciente quando assumir o desafio de convencer Pyongyang a abrir mão de suas armar e parar de vender tecnologia e know-how nuclear.

Ele deveria sinalizar que está sinceramente comprometido em cumprir as relações com Pyongyang e incluir uma autpridade norte-coreana em Washington logo depois de sua posse. Obama também não deve deixar dúvidas que pressionará o Conselho de Segurança a impor sanções adormecidas caso a Coreia do Norte não cumpra o acordo.

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