Editorial: EUA precisam agir para impedir chegada de armas ao México

Assassinatos relacionados às drogas duplicaram no México no ano passado, chegando a 6.200, conforme os cartéis disputam os dólares dos viciados americanos e fazem uso do sistema de venda de armas dos Estados Unidos para alimentar sua guerra.

The New York Times |

Um novo relatório feito para o Congresso diz que mais de 90% das armas recuperadas em crimes do mundo das drogas no México nos últimos três anos foram compradas em lojas e exposições no Texas, Califórnia e Arizona, de acordo com o relatório de Prestação de Contas do Governo.

O relatório confirmou os argumentos de oficiais mexicanos que pressionam Washington a adotar um controle mais rígido das armas. Enquanto a gestão Obama rascunha uma estratégia para combater o tráfico de drogas, o relatório alerta para obstáculos consideráveis.

As agências americanas responsáveis pelo controle da venda de armas de fogo e pelo policiamento da imigração estão fazendo um trabalho ruim em compartilhar informações e coordenar políticas. Programas que acompanham a venda de armas ainda não foram traduzidos para o espanhol para que possam ser completamente usados por autoridades mexicanas.

O que também está claro é que os vendedores de armas americanos (6.700 deles ao longo da fronteira) fornecem cada vez mais armas de poderio militar que tem intensificado a guerra entre os cartéis.

A América precisa finalmente agir. Vendedores particulares e expositores devem ser regulamentados como uma ameaça à segurança pública. O Congresso deve recusar as restrições que impedem o registro nacional de armas e que agências locais compartilhem informações com as federais.

O relatório ressalta a covardia política de Washington e seu alto custo, conforme o pânico se espalha ao sul da fronteira e ameaça chegar ao norte.

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