Editorial: Espaço aéreo sobre o Rio Hudson, em Nova York, precisa de mais segurança

A colisão entre um pequeno avião e um helicóptero no último sábado sobre o Rio Hudson, perto do centro de Manhattan, foi assustadora. O acidente deixou nove mortos e exigências de mais ordem sobre este corredor aéreo de grande tráfego e pouca regulação, que um político chamou de Oeste Selvagem.

The New York Times |

O corredor vai da ponte George Washington à Ilha dos Governadores e há, na realidade, algumas regras sobre ele. O tráfico na direção norte segue ao longo do lado de Nova York, por exemplo, e em direção ao sul, mais perto de Nova Jersey. Mas não há nenhum policiamento. A regra principal é que os pilotos têm que "ver e evitar" uns aos outros, o que neste caso obviamente não foi o bastante.

Alguns líderes políticos exigem que a FAA (sigla em inglês para Administração Federal de Aviação, em tradução literal) instaure mais controle sobre o espaço aéreo até 1.100 pés acima do rio imediatamente. Mas os edifícios podem restringir o uso de radares, a principal forma de vigilância da agência. Além disso, a FAA tem pouca verba e monitores.

Outros pediram mais restrições, como indicar "camadas" no espaço aéreo (uma para aviões pequenos, outra para helicópteros) ou exigir que os pilotos instalem tecnologias melhores.

Mas antes de qualquer pressa para um julgamento, o Órgão Nacional de Segurança nos Transportes precisa determinar o que aconteceu. E muitas outras questões devem ser respondidas.

Primeiro, quão grande é o problema? Houve outros quase acidentes nestes céus abarrotados, e se este for o caso, com qual frequência? Segundo, assumindo que há um problema, o que mais pode ser feito a respeito disto. A FAA poderia ter um papel maior?

A FAA alega que as regras e procedimentos atuais são suficientes. Deborah Hersman, presidente do Órgão Nacional de Segurança nos Transportes, disse na segunda-feira que depois de incidentes prévios, sua agência havia recomendado mudanças nos padrões de tráfego sobre o Rio Hudson que não foram colocadas em prática pela FAA. Ela não elaborou a questão.

E se houver novas restrições, como o fardo deverá ser distribuído entre os diferentes usuários deste espaço aéreo? Operadores de voos particulares estão entre os maiores lobistas diante da FAA. Helicópteros representam milhões de dólares no setor turístico e corporativo anualmente, e têm um amigo poderoso no prefeito Michael Bloomberg.

Um ou ambos serão obrigados a aparar suas operações? Estas são perguntas razoáveis que precisam de respostas rápidas.

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