Editorial: Decisão da OMC deve servir de alerta contra nacionalismo econômico chinês

A decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o controle da China sobre a distribuição de livros, filmes e músicas importados pode não trazer uma torrente de novos negócios para as indústrias de entretenimento americanas, mas acontece no momento certo para a economia mundial.

The New York Times |

Esta decisão deve servir de alerta ao governo chinês para conter seu crescente nacionalismo econômico, que representa uma séria ameaça ao comércio internacional e à chance de uma recuperação global.

Estúdios de Hollywood e outras companhias de mídia atualmente precisam lidar exclusivamente com distribuidores estatais chineses. Se a decisão da OMC for mantida (a China tem o direito de apelar) companhias americanas e de outros países poderão procurar acordos de distribuição mais lucrativos.

A Apple, dona do iTunes, e outras companhias poderão vender músicas pela internet. Mas outras restrições permanecem. Apenas 20 filmes estrangeiros podem ser exibidos nos cinemas chineses por ano.

Em meio à recessão mundial, a China tem dado passos cada vez mais injustos para proteger suas indústrias. O país ofereceu abatimentos fiscais e impediu entidades governamentais de comprar produtos estrangeiros se houver um substituto doméstico. Mais uma vez, o país interveio pesadamente nos mercados de moeda corrente para impedir a alta do Yuan.

A OMC tomou inúmeras decisões contra a China nos últimos anos. Até o dia 1º de setembro, o país terá que obedecer uma delas em um caso movido pelos Estados Unidos contra impostos ilícitos sobre peças automotivas importadas. Até março do próximo ano, terá que obedecer outra em um caso também movido pelos Estados Unidos sobre sua execução negligente de leis contra falsificação.

A China também se volta à OMC para defender seus interesses. No mês passado, o país desafiou a proibição americana de importações de aves chinesas. Além disso, moveu outro caso contra a política antiatacado americana. E precisará de mais. A China tem tanto interesse quanto os  Estados Unidos em um sistema comercial legal e de bom funcionamento. Se quiser proteger seus próprios direitos, irá aceitar as decisões da OMC.


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