morte de 13 pessoas em Binghamton, Nova York, na semana passada como um fato isolado. Em breve o massacre da escola de ensino médio Columbine completará 10 anos e o tiroteio na universidade de Virgínia Tech dois. Enquanto isso, no último mês o disparo aleatório de armas de fogo tirou a vida de 50 americanos." / morte de 13 pessoas em Binghamton, Nova York, na semana passada como um fato isolado. Em breve o massacre da escola de ensino médio Columbine completará 10 anos e o tiroteio na universidade de Virgínia Tech dois. Enquanto isso, no último mês o disparo aleatório de armas de fogo tirou a vida de 50 americanos." /

Editorial: Columbine completa 10 anos em Binghamton

É impossível ver a http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/04/03/atirador+em+centro+de+imigrantes+mata+ao+menos+13+pessoas+5327980.html target=_topmorte de 13 pessoas em Binghamton, Nova York, na semana passada como um fato isolado. Em breve o massacre da escola de ensino médio Columbine completará 10 anos e o tiroteio na universidade de Virgínia Tech dois. Enquanto isso, no último mês o disparo aleatório de armas de fogo tirou a vida de 50 americanos.

The New York Times |

Neste contexto histórico, Binghamton é mais um lembrete do terrível problema da América e um alerta para que os legisladores insistam em leis de bom-senso para as armas. Ainda assim o Congresso parece responder com um dar de ombros coletivo.

Houve um momento, depois de Columbine, no qual o país engatou um promissor debate sobre a violência das armas e por um breve período parecia que o Congresso poderia ir além dos extremistas e da Associação Nacional de Rifle (NRA, na sigla em inglês).

Em maio de 1999, a NRA perdeu um confronto no Senado a respeito de uma brecha na lei que permite que qualquer comprador desqualificado compre armas em exposições sem a necessidade de verificar de seus antepassados criminais.

A vitória não passou de uma ilusão. A medida nas exposições de armas morreu em uma conferência da Câmara e a necessidade pós-Columbine de se fazer algo significativo a respeito do assunto evaporou. O massacre de Virgínia Tech oito anos depois reavivou o interesse do Congresso. Mesmo a NRA teve que apoiar uma medida que dificultou que alguém com histórico de doença mental grave pudesse comprar uma arma.

Ainda assim, o Congresso meramente tocou no problema e hoje a ideia de fechar a brecha nas exposições de armas e tomar outras medidas para ajudar a evitar que vidas sejam encerradas sem violar a Segunda Emenda não estão seriamente na mesa de debates.

Dentro da bolha de Washington, é como se os tiros de Binghamton e de outros lugares nunca tivessem sido disparados. A capacidade da NRA de intimidar homens e mulheres crescidos na Câmara e no Senado continua grande, apesar de seu fraco desempenho nos ciclos eleitorais de 2006 e 2008.

Até agora, a Casa Branca de Obama também não demonstrou grande coragem. Testemunhas relatam a recepção fria que os pedidos do procurador-geral Eric Holder e da secretária de Estado Hillary Rodham Clinton para a reimposição da proibição às armas de fogo para dificultar que traficantes de armas americanos vendam aos cartéis mexicanos recebeu.

Na verdade, o Congresso parece retroceder. No mês passado, a NRA persuadiu o Senado a anexar uma emenda que irá mudar a lei contra armas do Distrito de Colúmbia transformando-a em um projeto que dará ao distrito um voto no Congresso. Essa emenda permitirá que armas de atiradores a longa distância, que podem perfurar veículos blindados há mais de um quilômetro, possam ser compradas em quantidade ilimitada na capital nacional.

A atual representante do distrito, Eleanor Holmes Norton, luta para que a Câmara aprove uma versão mais enxuta do projeto, sem a emenda, mas as perspectivas são sombrias. Se a oradora da Câmara Nancy Pelosi e o líder da maioria Steny Hoyer não conseguirem os votos, o presidente Barack Obama deve intervir. Ele também deveria rescindir uma perigosa regulação dos anos Bush que permite que armas carregadas sejam portadas escondidas em parques nacionais.

Mais amplamente, ele deve usar os imensos poderes de persuasão de seu gabinete para dar início a um debate, atrasado, pelo controle inteligente das armas.

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