Editorial - Cientistas solucionam mistério da aurora boreal

Quando foi a última vez que você pensou a respeito do campo magnético da Terra? Aliás, e sobre o vento solar? Talvez agora seja uma boa hora de fazer isso.

The New York Times |

No ano passado, a Nasa lançou uma constelação de cinco satélites para investigar as sub explosões (eventos celestiais causados quando o campo magnético da Terra captura a energia do vento solar e a libera). Informações destes satélites e observações terrestres mostram que o campo magnético da Terra (esticado até o espaço pelo vento solar) subitamente volta ao lugar como um elástico gigante e inunda o planeta com particulares solares. Como os astrônomos haviam dito, a súbita descarga de energia faz com que as luzes do norte pisquem e dancem.

Se você já viu as luzes do norte sabe que por si mesmas elas causam uma perplexidade que representa dúvidas. Estamos acostumados com nuvens que deslizam num dia de vento e com o contínuo e previsível movimento dos objetos celestiais. Mas há algo surpreendente a respeito da aurora boreal, que envolve até mesmo sua imprevisibilidade. Ver grandes camadas de luzes se empilharem no horizonte escuro é acreditar que alguma força fundamental está em sendo iluminada de forma delicada. Até agora, a causa das mudanças de humor da aurora boreal eram desconhecidas. Agora sabemos.

Talvez seja melhor dizer que os astrônomos sabem. O que nós podemos é imaginar. Na próxima vez que você observar as luzes do norte será capaz de imaginar imensas linhas de magnetismo que chegam até a Lua, capturam o vento solar como se fosse uma vela e derrama essas partículas na atmosfera terrestre. O que vemos, de certa forma, é a iridescência de uma partícula de vento que veio do sol.

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