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Editorial - Cédulas eleitorais precisam ser uma lição aprendida

Depois da controvérsia sobre o formato da infame cédula eleitoral do condado de Palm Beach em 2000, houve muita conversa sobre melhorar o sistema para que os eleitores não votem no candidato errado por engano. Dois ciclos eleitorais depois de um estudo, mostram que cédulas de todo o país ainda são confusas demais e que o formato e as instruções ruins fizeram com que milhares de eleitores errassem nas últimas votações.

The New York Times |

 

O problema das cédulas mal elaboradas (que afeta todos os tipos de tecnologia eleitoral, das cédulas de papel à urna eletrônica) deve ser ainda pior no outono, quando muitos eleitores de primeiro voto e muitas jurisdições usarão novas tecnologias.

A curto prazo, os Estados e municípios precisam guiar muito bem seus eleitores. A longo prazo, o Congresso e os Estados precisam começar a exigir a criação de uma cédula única e bem feita para que os americanos possam ter certeza de qual candidato escolheram.

A cédula do condado de Palm Beach, Flórida, foi um dos maiores problemas na história das eleições. Ela era tão confusa que dificultava na hora de selecionar o quadrado que deveria ser marcado para cada candidato. Muitas pessoas que queriam votar para Al Gore acidentalmente selecionaram a marca de Patrick Buchanan ou de ambos os candidatos, o que desqualificou seu voto.

A analise pós-eleição do jornal The Palm Beach Post descobriu que a cédula custou a Gore muito mais votos do que os 537 que fizeram com que ele perdesse o Estado da Flórida (e a presidência).

A controvérsia deveria ter levado a reformas, mas não levou. Um estudo do Centro Brennan de Justiça da Universidade de Direito de Nova York lista 13 problemas com cédulas em todo o país apareceram eleições após eleições. Um deles foi criar um layout no qual não fica claro qual marca os eleitores devem selecionar (ou onde precisam fazer o X) para votar em um candidato em particular. Outro é colocar mais de um candidato na mesma tela de uma urna eleitoral, que geralmente leva os eleitores a não votar em uma das disputas. Para piorar, as instruções que acompanham as cédulas são confusas.

Quando agentes eleitorais escolhem uma cédula ruim, isso previsivelmente leva a problemas. Os eleitores pulam disputas nas quais queriam votar ou marcam seu voto de forma que impede que ele seja contabilizado. Como o relatório do Centro Brennan afirma eleitores pobres, minorias, idosos e deficientes são desproporcionalmente mais propensos a não ter seus votos válidos.

O formato de uma cédula tradicionalmente fica aos cuidados dos Estados e municipalidades, o que nunca se mostrou muito bom. Autoridades locais responsáveis pelo formato das cédulas geralmente não tem a experiencia técnica para tomar as decisões certas. As leis dos Estados geralmente são escritas de forma que permite, até exige, que as cédulas sejam mal feitas. Nova York há muito tinha uma lei de "cédula cheia" que exigia que todas as disputas fossem mostradas em uma única tela ou cédula de papel. Especialistas dizem que isso leva ao sobrecarregamento de informação, confusão do eleitor e erros.  Também há uma surpreendente falta de testes de usabilidade antes das eleições, que permitiriam que as autoridades responsáveis soubessem dos problemas das cédulas com antecedência.

O Congresso deveria exigir padrões mínimos para as cédulas usadas em eleições. Testes de usabilidade também deveriam ser realizados antes das eleições. Os Estados e municipalidades precisam criar melhores regras sobre como as cédulas são criadas e usar instruções mais claras aos eleitores. Eles também deveriam relatar publicamente depois de cada eleição quantos eleitores (ou votos) se perderam por causa de cédulas incorretas.

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