Editorial - Assassinato de médico em Kansas revela fragilidade de procedimento legal

O assassinato do Dr. George Tiller, que foi alvejado na cabeça diante de sua igreja em Wichita, Kansas, na manhã de domingo, foi um repreensível ato de terrorismo doméstico contra o raro tipo de médico que arrisca sua própria segurança para realizar procedimentos legais.

The New York Times |

A morte de Tiller, a quarta entre os fornecedores de aborto desde 1993, foi a primeira desde 1998, quando um atirador matou o Dr. Barnett Slepian em sua casa na região de Buffalo.

Para Tiller, e médicos como ele, os ameaçadores protestos e incidentes de violência e abusos nunca pararam.

Por sua devoção à saúde das mulheres e seus direitos protegidos na Constituição, Tiller foi alvo de protestos diante de sua clínica, sua casa e sua igreja. Em 1986, sua clínica foi bombardeada e em 1993 um opositor ao aborto atirou em seus dois braços.

Ele foi forçado a sobrepujar ações legais que buscavam impedir o funcionamento de sua clínica. No mês passado, vândalos atacaram a clínica. No entanto, ele de alguma forma perseverou em um Estado que é um dos campos de batalha na luta para restringir o aborto.

Em resposta ao assassinato de Tiller, o presidente Barack Obama expressou choque e ultraje e disse que profundas diferenças sobre assuntos como o aborto "não podem ser resolvidas com atos raivosos de violência".

Obama recentemente pediu que os americanos encontrem um meio termo nas formas de reduzir a necessidade de abortos. Neste espírito, os oponentes do aborto deveriam evitar a retórica "assassinos de bebês" que inflama um debate já quente.

O procurador geral Eric Holder afirma que o Serviço de Patrulha dos EUA irão proteger algumas clínicas de aborto e seus médicos. Holder deve considerar outras medidas como revitalizar a Força Tarefa Nacional para a Violência contra Fornecedores do Setor de Saúde que a ex-procuradora Janet Reno estabeleceu durante os anos Clinton.

Deve haver um foco sustentado por oficiais federais e estaduais para evitar outros atos de violência e intimidação. Se outras leis forem necessárias, o Congresso deve agir.

Ao longo do tempo, a combinação das restrições anti-escolha e o contínuo tormento dos grupos de protesto mesmo que não violentos dificultaram a obtenção de um aborto. Essa tendência tem que parar.

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