Editorial: As perguntas fundamentais da humanidade

Por que existe algo em vez de nada?

The New York Times |

Essa é uma pergunta típica de crianças, mas que também assombra a imaginação de físicos e matemáticos. O que eles sabem é que a matéria e a antimatéria criadas pelo Big Bang deveriam se anular mutuamente, deixando nada em seu lugar em vez do que chamamos de universo.

O motivo disso não ter acontecido pode ter sido parcialmente descoberto em um experimento recente em Tevatron – um acelerador de partículas – localizado em Fermilab, Batavia, Illinois.

Procedemos com cuidado na interpretação dos resultados de experimentos de alta energia física. Portanto, a forma como esse resultado foi explicado é que no final tudo se reduz a uma ligeira inclinação, uma assimetria, no comportamento de partículas subatômicas conhecidas como B-meson.

Conforme elas oscilam entre seu estado de matéria e antimatéria, mostram uma ligeira predileção pelo estado de matéria, previu uma análise de Andrei Sakharov. Essa preferência por um estado em vez do outro - que faz da matéria algo mais fácil de atingir - é pequena, cerca de 1%. Mas isso pode ser suficiente para explicar o predomínio da matéria.

Esperamos mais notícias sobre o assunto de Tevatron e de seu grande primo europeu - o Colisor de Hádrons.

O que esses físicos estão buscando é um modelo do universo e suas origens. Nós somos, como sabemos, feitos de poeira cósmica, de elementos formados no Big Bang e na posterior criação e destruição de estrelas.

A própria existência do elemento universal conhecido como matéria pode depender de uma certa inclinação na variação frenética de uma partícula que só podemos detectar temporariamente, nos fornos mais quentes já criados pela humanidade.

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