Editorial - Acordo nuclear entre EUA e Coreia do Norte é retomado

Felizmente o acordo nuclear com a Coreia do Norte voltou aos eixos. Considerando que esta última negociação seja mantida (algo sempre incerto em relação à Coréia do Norte), o presidente Bush poderá pelo menos dizer, quando seu mandato chegar ao fim, que Pyongyang já não produz bombas nucleares.

New York Times |

Acordo Ortográfico Bush finalmente retirou a Coreia do Norte da lista negra de países terroristas depois que Pyongyang concordou em se comprometer a permitir a presença de inspetores americanos e internacionais para verificar o encerramento de seu programa nuclear.

O acordo está longe de ser perfeito. Ele inclui termos vagos e confidenciais que podem causar problemas no futuro, mas os críticos não culpam essa entrega.

Nas últimas semanas, ambos os lado têm brincado de forma perigosa.
Depois que a Coreia do Norte fechou seu reator em Yongbyon, a Casa Branca quis voltar atrás na retirada do país da lista de terroristas e insistiu que Pyongyang também aceitasse um plano de verificação onipresente. A Coreia do Norte então proibiu inspetores em Yongbyon, ameaçando voltar a produzir plutônio e demonstrando aparente preparo para conduzir novos testes.

Ao invés de total acesso aos locais de relevância nuclear, o acordo diz que os inspetores podem ir a Yongbyon e algumas instituições acadêmicas. Acesso a outros locais tem que ter "consentimento mútuo".

Seria melhor se tivéssemos um compromisso específico para as inspeções nos locais onde foram realizados os testes nucleares em 2006 e esperar que a promessa de Pyongyang de permitir que inspetores recolham amostras seja tão firme quanto dizem as autoridades. Além disso, seria importante saber quanto perderíamos caso o acordo não dê certo.

Durante seis anos, o vice-presidente Dick Cheney e outros linha-dura conseguiram impedir qualquer negociação séria com a Coréia do Norte.
Neste período, os cientistas da Coreia do Norte produziram plutônio suficiente para pelo menos outras quatro bombas (além da que já existe em seu arsenal) e testaram uma arma nuclear. Não podemos considerar essa estratégia um sucesso.

Ainda não sabemos se a Coreia do Norte irá abandonar definitivamente as armas nucleares. O próximo presidente terá que demonstrar persistência, vigilância e flexibilidade para tentar manter este acordo. Aparentemente ele terá a chance de tentar.

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