Editorial - A volta do mestre performático da política italiana

O mestre performático da política italiana Silvio Berlusconi está de volta para um terceiro mandato como primeiro-ministro. Sua vitória deve pouco a seu passado de poucas conquistas no gabinete. Em um momento em que a Itália está envolvida em escuridão política, ele venceu com a promessa de um caminho menos doloroso para uma renovada prosperidade.

The New York Times |

Com o restante da coalizão de centro-esquerda oferecendo austeridade e sobriedade e Berlusconi propondo menos impostos e diversão, não havia dúvida. O bilionário empreendedor da mídia e dos esportes também conseguiu popularidade através de sua confusa relação com a populista e xenófoba Liga do Norte.

O estilo de vida ostensivo de Berlusconi e sua personalidade extrovertida provavelmente não funcionariam deste lado do Atlântico. Ainda assim, em certos aspectos as campanha ecoam candidatos americanos - em alguns momentos de forma embaraçosa. A Liga do Norte criou um poster onde se vê um triste índio norte-americano vestido com cocar e as palavras: "Eles não conseguiram regulamentar na imigração - agora vivem em reservas - pense neles". Walter Veltroni, ex-prefeito de Roma e principal oponente de Berlusconi na disputa, não se saiu bem ao tentar imitar o apelo de Barack Obama ao dizer o equivalente italiano de: "Sim, nós podemos".

A Itália tem problemas reais que todos os partidos tentaram evitar. Entre eles a concorrência desleal, déficits fiscais insustentáveis, serviços governamentais que não funcionam (Napóles está se afogando em lixo não coletado), corrupção e burocracia que gastam incríveis quantidades de dinheiro e tempo. Os italianos geralmente trabalham tanto quanto seus vizinhos mas recebem recompensas muito menores.

O que o País precisas desesperadamente é um ataque sustentado à evasão de impostos, subsídios públicos não justificados, excesso de regulamentação e uma cultura de corrupção profundamente enraizada na política e nos negócios. Pode ser pedir muito de um homem que mantém negócios privados que atraem processos mas nenhuma condenação.

Os dois primeiros mandatos de Berlusconi foram desapontadoramente fracos em reformas. A Itália precisa que ele se saia melhor dessa vez.

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