Editorial - A lucrativa arte da guerra

O Congresso finalmente irá tomar uma ação contra uma das piores formas de se obter lucro no Iraque: construtoras que se escondem atrás de companhias de fachada no exterior para não pagar impostos. A prática é amplamente disseminada no país e investigadores do Congresso foram enviados a um dos principais refúgios de impostos, as Ilhas Caymman, em busca de estimativas da perda fiscal do tesouro americano.

New York Times |

Não será surpresa se uma das principais companhias a exercer a prática for a KBR, construtura baseada no Texas, antes uma parte do conglomerado Halliburton aliado ao vice-presidente Dick Cheney. De acordo com um relatório publicado no jornal The Boston Globe, a KBR, que conquistou bilhões de dólares em contratos no Iraque, usou duas companhias de fachada em Caymman para evitar o pagamento de milhões em salários, assistência médica e seguro desemprego.

Infelizmente, neste momento não há nada que torne isso ilegal. A Casa aprovou uma lei que ameaça tratar as companhias subsidiárias no exterior como o que realmente são empregadores americanos que devem pagar impostos. O Senado precisa dar andamento ao pedido e não aceitar quando as construtoras dizem que listar trabalhadores americanos de companhias no exterior é uma economia feita para que se possa patrioticamente repassar verbas aos esforços da guerra. Não menos insultante, a situação em Cayman tem impedido que trabalhadores americanos tenham acesso à proteção da lei trabalhista e anti-discriminatória.

A Casa também atacou outro abuso comum ao votar pela negação de futuros contratos para companhias que não paguem seus impostos corretamente, incluindo cerca de 25.000 construtoras que deixam de pagar bilhões ao tesouro. O Senado deve aprovar essa lei também.

Companhias enriquecidas às custas do dinheiro do contribuinte na guerra não deveriam poder gerar lucro ao não pagar sua parte dos impostos. O Congresso precisa fazer muito mais para que essas companhias prestem suas contas.

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