Dólar americano pode sofrer alterações para evitar discriminação contra cegos

WASHINGTON - Em uma decisão que pode mudar radicalmente o tamanho, cor e até mesmo a textura do dinheiro americano, uma Corte de Apelação decidiu, na terça-feira, que os Estados Unidos discriminam os cegos e deficientes visuais por suas notas serem iguais apesar de terem valores diferentes.

New York Times |

A decisão com certeza agradará os deficientes visuais. A menos que haja outra apelação, a decisão exigirá que fabricantes de máquinas de venda de produtos recriem seus aparelhos, abrirá novas fronteiras ao mundo da moda de acessórios como carteiras e causará o desuso do termo "as verdinhas".

Segundo a votação de 2 a 1 da Corte de Apelação Distrital do Circuito de Columbia, o Departamento do Tesouro falhou em demonstrar que seria difícil criar novas notas de tamanhos diferentes ou acrescentar novas indicações que possam ser lidas pelo toque para que o valor monetário possa ser distinguido.

"A grande maioria dos outros sistemas monetários acomoda os problemas dos deficientes visuais e o secretário não explica porque o dinheiro americano deveria ser diferente", declararam os juizes Judith W. Rogers e Thomas B . Griffith, se referindo ao secretário do Tesouro Henry M. Paulson Jr., representante da defesa no caso.

Ainda não se sabe qual será o próximo passo. O governo pode apelar à corte de apelação completa, com seus 13 membros (sendo um deles cego), ou pode pedir a intervenção da Suprema Corte, um passo que poderá ser dado em até 90 dias.

"Estamos revendo a decisão da corte e não determinamos ainda qual será o próximo passo do governo", disse Charles Miller, porta-voz do Departamento de Justiça, que cuida do caso em nome do Departamento do Tesouro.

O Departamento do Tesouro disse que também está revendo a decisão. Enquanto isso, o departamento tem trabalhado para "melhorar as notas da nação para servir melhor às necessidades de todos americanos, inclusive dos deficientes visuais", disse Brookly McLaughlin, vice-secretária assistente para assuntos públicos.

McLaughlin afirmou que a gráfica do Tesouro já contratou uma empresa de pesquisa para estudar formas de facilitar o reconhecimento das notas por pessoas com deficiência visual. Os resultados do estudo estarão disponíveis no começo no ano que vem e serão considerados quando passarem a usar novas máquinas de impressão, ela disse.

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