Doenças futuras podem ser detectadas com exames de baixa tecnologia

Pesquisadores descobriram que fraquezas neurológicas menores podem oferecer aos médicos uma oportunidade de analisar quais pacientes idosos têm maiores chances de contrair doenças e já iniciarem o tratamento.

The New York Times |

Embora os pacientes possam não sentir que algo está errado, os médicos podem identificar as mudanças se houver um problema menor, diz o estudo, publicado em 23 de junho nos Arquivos de Medicina Interna.

É algo muito simples, um exame clínico de baixa tecnologia que todo médico estuda na faculdade, diz o Dr. Marco Inzitari da Universidade Autônoma da Barcelona, principal autor do estudo, numa mensagem de e-mail. Inzitari realizou a pesquisa na Universidade de Florença.

Entre outros sinais, os testes analisam os reflexos, diferenças na força do ombro e sensibilidade ao toque.

No geral, os pesquisadores usaram 15 medidas e então as combinaram em um único escore.

O estudo examinou cerca de 500 voluntários com uma média de idade um pouco abaixo dos 73 e nenhum problema neurológico conhecido. Eles foram acompanhados por um período de oito anos.

Os pesquisadores descobriram que quanto mais alto o escore no começo do estudo, maior a probabilidade de o voluntário desenvolver problemas cognitivos e funcionais no curso do experimento.

Eles também tinham maiores chances de morrer mais cedo.

Um editorial acompanhando o estudo diz que, com base em suas descobertas e em outros trabalhos, um americano de 65 anos de idade que parece saudável no geral e com um escore abaixo de 3 teria uma expectativa de vida ativa de 14 anos. Um escore de 3 reduziria essa expectativa para cerca de 7 anos.

- Eric Nagourney

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