Do México, Obama busca impedir tráfico ilegal de armas nos EUA

CIDADE DO MÉXICO - O presidente Barack Obama, prometendo confrontar os cartéis do tráfico que estão semeando caos nas nossas comunidades, pediu ao Senado na quinta-feira que aprove um há muito adiado tratado que almeja impedir o tráfico ilegal de armas na região. Mas Obama também sugeriu que não irá pressionar os legisladores para que reinstaurem a proibição contra armas de defesa.

The New York Times |

No primeiro dia de sua passagem pela América Latina, Obama chegou aqui na quinta-feira à tarde para uma visita que buscava demonstrar o que ele chamou de "uma nova era" nas relações entre Estados Unidos e México e mostrar apoio ao presidente mexicano Felipe Calderon.

Mas ainda que os dois tenham prometido agir com "responsabilidade compartilhada" em relação à guerra das drogas, eles pareceram divergir na questão da proibição de armas de defesa, que expirou em 2004. Calderon disse que 90% das armas apreendidas no México veem dos Estados Unidos, acrescentando que o fluxo de armas aumentou depois que a proibição chegou ao fim.

Obama fez campanha pela renovação do projeto, mas sugeriu na quinta-feira que sua reinstauração seria politicamente impossível por causa da oposição dos entusiastas de armas.

"Nenhum de nós acredita que reinstaurar a proibição seria fácil", disse Obama, enquanto insistia que "não retroceder" de sua convicção de que a renovação faz sentido.

Ao invés disso, o presidente disse que irá adotar outras medidas, como enviar mais agentes à fronteira com o México e mais helicópteros ao país. Ele também disse que está pressionando o Senado para que aprove o tratado de armas interamericano, no qual os Estados Unidos tiveram enorme papel em negociar através da Organização de Estados Americanos.

No Capitólio, um oficial democrata sênior disse que apesar da urgência do presidente, seria difícil avançar o tratado agora porque a agenda do Senado está lotada, bem como por causa da contínua relutância democrata em entrar no debate sobre armas.

Desde que assumiu o cargo, Obama e seus assistentes têm trabalhado arduamente para conseguir uma política em relação ao México que fale de "responsabilidade compartilhada" no combate ao problema das drogas.

Na quarta-feira, a gestão Obama anunciou sanções financeiras aos membros de outros três cartéis mexicanos, designando-os como "líderes do tráfico" o que sob a lei permite que o governo apreenda seus bens.

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