Divisão global sobre a economia: mais dívida ou mais controle?

WASHINGTON - Quando os líderes de 20 nações se encontraram em Washington em novembro para enfrentar uma grave crise econômica que os colocava em risco, o ar estava cheio de promessas de uma nova era de regulamentação global que buscava confrontar uma nova era de risco global.

The New York Times |

Quase cinco meses depois, estes riscos são ainda maiores. Mas é uma medida das crescentes dificuldades de como controlar o contágio global (pelo qual grande parte do mundo culpa os Estados Unidos) que as maiores e emergentes potências econômicas do mundo não consigam concordar se irão remodelar um sistema criado em 1944 como seu primeiro trabalho.

Nos últimos dias, a Casa Branca começou a sinalizar que quando os líderes do Grupo das 20 nações se encontrarem em Londres no mês que vem, a principal questão será fazer mais para estimular suas economias através de políticas de gastos e impostos (algo que Obama pode dizer que já conseguiu).

As principais nações europeias, divididas a respeito da sabedoria de se assumir mais dívidas para combater a crise global, permanecem mais interessadas em concentrar a nova postura na regulamentação fiscal, a questão que segundo eles está no centro da crise.

Esta é uma divisão filosófica a respeito da preferência europeia pelo controle dos mercados e o temor americano de diminuir a soberania sobre suas próprias instituições.

Mas também é um teste para Obama. Ele está combatendo ao mesmo tempo conservadores que dizem que está levando os Estados Unidos para a esquerda demais e seus aliados que temem que ele os quer convencer a gastar mais para salvar as frágeis nações do leste europeu.

O clima na Alemanha é particularmente ruim. A chanceler Angela Merkel fala sobre usar o momento para permitir o que chama de reformas "cruciais". Ao mesmo tempo, os alemães dizem que seu modesto pacote de resgate, de cerca de $ 50 bilhões de euros, ou US$ 63 bilhões, menos de um décimo do que o Congresso aprovou no mês passado para ajudar a economia americana, é o suficiente por enquanto.

Os franceses parecem estar do lado dos alemães, bem como os japoneses, que têm tanta dívida que não querem aumentar ainda mais seu déficit. Gordon Brown, o primeiro-ministro britânico, parece estar inclinado à posição de Obama de que os governos precisam gastar primeiro e regulamentar depois.

Por DAVID E. SANGER

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