Disputa final por Olimpíada 2016 deve ficar entre Chicago e Rio

DENVER - Quando era adolescente no subúrbio de Milwaukee, Pat Ryan queria ser atleta como Bob Mathias, que ganhou medalha de ouro nas Olimpíadas de 1948 e 1952. Eventualmente Ryan teve que enfrentar suas limitações.

The New York Times |

"Eu percebi que não tinha talento para o salto", disse Ryan, hoje com 71 anos. "Eu era um bom corredor e conseguia lançar, mas não tinha talento para o salto".

Agora Ryan espera que sua cidade adotiva, Chicago, consiga tirar do caminho qualquer impedimento para conquistar o direito de sediar a Olimpíada de 2016. O presidente e chefe executivo do comitê olímpico da cidade acredita que esta aposta pode terminar melhor do que sua carreira no decathlon.

"Eu sempre tive confiança na nossa posição", disse Ryan. "Eu acho que nossos índices tendem a nos deixar para trás. Mas ao ler livros sobre a história recente percebi que isso provavelmente é algo bom. Eu não acho que exista uma cidade favorita no momento".

Chicago e suas cidades rivais (Rio de Janeiro, Brasil; Tóquio, Japão; e Madri, Espanha) farão uma apresentação formal ao Comitê Olímpico Internacional nesta quinta-feira em Denver. "Eu acho que nossa equipe não é apenas boa, mas profunda e ampla", disse Ryan. "Temos muitos talentos".

Ainda que não esteja claro qual é a cidade favorita, Chicago não parece estar em último lugar. A cidade conseguiria entregar o mercado americano (ainda a maior economia do mundo) aos patrocinadores.

Além disso, sua posição geográfica parece estratégica. Com a Olimpíada de 2012 acontecendo em Londres e os Jogos de Inverno de 2014 em Sochi, Rússia, Madri se vê em dificuldades ao pedir ao COI que a Europa sedie três eventos consecutivos. Tóquio marcaria um retorno à Ásia apenas oito anos depois dos Jogos de Pequim.

"A disputa parece favorecer as Américas, ou as cidades do Rio de Janeiro e Chicago", disse Ed Hula, especialista em Olimpíadas.

Chicago promete uma Olimpíada compacta no coração da cidade, envolvendo seu famoso lago e alguns parques. Um Estádio Olímpico com capacidade para 80 mil pessoas seria construído na Zona Sul, e reduzido após os jogos para servir às necessidades da comunidade. A Vila Olímpica seria convertida em moradia pública.

"Nós não construiremos nenhum elefante branco", disse Ryan. "Acreditamos que nossa aposta é coerente com o momento. Não dependemos de construir muita infraestrutura permanente".

Ryan acredita que Chicago tem um aliado no presidente Barack Obama, antigo morador da cidade. Ryan espera que o presidente faça parte da apresentação final em Copenhagen no dia 2 de outubro.

"Eu não acho que exista dúvida sobre a positividade da presidência de Obama quando se vê sua popularidade no exterior", disse Ryan.

Por JOHN MEYER


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