Diante de baixa, democratas tentam ver cenário otimista nos EUA

Decisão de cortar gastos de campanha e destiná-lo para outros fronts minimizou perdas, afirmam democratas

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O democrata Van Hollen, que atuou como presidente do comitê de campanha
Por pior que a eleição tenha sido para os democratas da Câmara, estrategistas do partido afirmam que a realidade poderia ser mais problemática ainda.

Após analisar os escombros deixados pela vitória republicana, oficiais do Comitê de Campanha Democrata no Congresso disseram que a difícil decisão de cortar gastos de campanha e gastar o dinheiro em outros frontes salvou entre 15 e 20 cadeiras.

Como resultado, os democratas dizem ter mantido o número de cadeiras necessárias para recuperar 25 cadeiras na Câmara na eleição de 2012 em vez das cerca de 40 que teriam de conquistar em um cenário pior. "A margem com a qual estamos começando é significativamente menor do que poderia ter sido se não tivéssemos contido os danos", disse o deputado Chris Van Hollen, presidente do comitê de campanha.

Van Hollen reconheceu que sua análise era um esforço para encontrar boas notícias em meio a uma derrota. "Obviamente foi uma eleição brutal para os democratas", disse Van Hollen, que está deixando o cargo após dois ciclos eleitorais no comitê responsável por eleger democratas a Câmara. "Não há como esconder o fato de que foi um período ruim".

Cadeiras

Mas, depois de ter de lutar esse ano para manter cadeiras em dezenas de distritos tomados pelo ex-presidente George W. Bush em 2004 e John McCain em 2008, os democratas dizem que a situação pode ser revertida em 2012.

Eles contam mais de 60 distritos da Câmara que foram conquistados por Barack Obama em 2008 e que serão republicanos no 112º Congresso. Ainda que Obama não tenha ganhado muitos deles com muita diferença, o fato de que os ganhou é evidência de uma presença democrata que, ainda que não tenham sido suficientes para ajudá-los desta vez, os democratas acreditam poder aproveitar em dois anos.

Os republicanos admitiram que a equipe da campanha democrata provavelmente salvou algumas cadeiras que os republicanos quase conquistaram. Mas os republicanos dizem também que os democratas podem não ter percebido o perigo que alguns candidatos enfrentaram em Estados como Illinois, Idaho e Nova York e que não tiveram respostas agressivas o suficiente. No final, segundo os republicanos disseram, as ações democratas foram feitas sobre fatores que estavam além de seu controle.

"Os democratas descobriram que as táticas de campanha não podem superar um ambiente político extremamente tóxico criada por políticos impopulares e suas políticas grosseiramente fora de contato com a realidade", disse Ken Spain, porta-voz do Comitê Nacional Republicano do Congresso.

Van Hollen disse que um de seus trabalhos mais difíceis foi decidir cortar os gastos em algumas disputas e retirar quase totalmente a verba das campanhas de nove democratas que estavam na fila para receber injeções substanciais de dinheiro da comissão, mas que as pesquisas mostraram ter pouca ou nenhuma chance de vencer. Ao mesmo tempo, os republicanos, com a ajuda de grupos externos endinheirados, foram ampliando o campo de jogo e desgastando os recursos dos democratas.

Ao retirar verba de disputas como as de Betsy Markey do Colorado, Kosmas Suzanne da Flórida, Debbie Halvorson de Illinois e Harry Teague do Novo México, o grupo estima que economizou cerca de US$ 12 milhões. Mas perdeu nesses lugares para os republicanos.

*Por Carl Hulse

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