Devastação de terremoto no Japão possibilitou dados vitais

Graças à tecnologia japonesa de monitoramento de abalos, tremor de março deixou pesquisadores com quantidade sem precedentes de dados

Ther New York Times |

O terremoto que atingiu o Japão em março deste ano foi enorme e devastador, mas também forneceu aos pesquisadores uma quantidade sem precedentes de dados, graças a investimentos japoneses na tecnologia de monitoramento de terremoto.

AFP
Parentes caminham para escola de Okawa para rezar por crianças desaparecidas no terremoto e tsunami de 11 de março no Japão (11/05)
Em artigo publicado na revista Nature, cientistas da Autoridade de Informação Geoespacial do Japão usaram os dados para determinar que o deslizamento de placas tectônicas que causou o terremoto foi extraordinariamente grande em comparação à sua área de ruptura, estimada em algo em torno de 140 mil a 360 mil metros.

O deslizamento, ou o movimento do solo ao longo da falha tectônica que causou o terremoto, é superior a 28 metros. No entanto, a área de ruptura foi significativamente menor do que à do terremoto menos severo que atingiu Sumatra em 2004.

"Geralmente, há uma forte relação entre o deslizamento e a área, mas esse foi uma exceção", disse Jean-Philippe Avouac, geólogo do Instituto de Tecnologia da Califórnia que não esteve envolvido no estudo. "De certa forma, era possível ter adivinhado a área de ruptura. Mas, por causa da quantidade de deslizamento, você teria dificuldade em adivinhar sua magnitude.”

Além disso, o deslizamento ao longo da falha parece ter ocorrido a uma profundidade relativamente rasa de cerca de 10 quilômetros, resultando em um grande tsunami. "Para o deslizamento mesmo em uma maior profundidade, haveria perturbação bem menor do oceano", disse Avouac.

Os pesquisadores usaram dados de GPS que tem registrado a movimentação de terras nas ilhas japonesas há cerca de 15 anos e continuamente desde então.

O terremoto submarino que teve origem a alguns quilômetros da costa leste do Japão em 11 de março foi de magnitude 9,0, o quarto maior já registrado. Ao estudar os dados, pode ser possível prever melhor e se preparar para futuros eventos, no Japão e em outros lugares.

* Por Sindya N. Bhanoo

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