Determinação de colonos da Cisjordânia pode ter limites

HAVAT GILAD, Cisjordânia - Das centenas de milhares de colonos israelenses da Cisjordânia, aqueles que vivem em postos avançados sem autorização, uma região sem pavimentação na qual foram colocados 20 trailers, são considerados os mais perigosos.

The New York Times |

Eles são crentes fervorosos de que há um plano divino que lhes obriga a tomar esta terra. Muitos estão armados e todos estão furiosos a respeito da retirada de judeus de Gaza e de quatro assentamentos da Cisjordânia, realizada em 2005.


Armados, colonos treinam para possível invasão / NYT

A construção de um Estado palestino exigiria sua retirada e os israelenses temem que qualquer tentativa de removê-los causaria uma sangrenta disputa interna.

Mas inúmeras entrevistas geraram uma conclusão diferente. Divididos, sem liderança e cada vez mais místicos, estes colonos certamente irão resistir à evacuação mas provavelmente não entrarão em um conflito armado contra o exército israelense.

Sua convicção de que a história pode ser melhor entendida como uma série de confrontações entre os judeus e aqueles que buscam sua destruição faz com que hesitem em contrariar seu próprio povo, mesmo em circunstâncias ruins.

"Nós somos idealistas, mas nós não somos loucos", disse Ayelet Sandak que foi removido de sua casa no assentamento de Gaza e está ajudando construir um novo posto avançado sem autorização, o Maoz Esther. "Construindo postos avançados nós estamos mantendo o exército longe dos assentamentos principais. Temos certeza que se formos fortes, nós não seremos forçados a partir".


Assentamentos não autorizados sofrem com falta de estrutura / NYT

Como parte de seu compromisso para uma solução de dois Estados, Israel prometeu desmantelar dezenas de postos avançados como este nos próximos meses.

Ainda assim, oficiais têm sido lentos em agir a respeito destes postos avançados, temendo que qualquer ação possa dividir sua sociedade ao meio.

Certamente, alguns líderes colonos falam em tons ominosos. "Eles terão que nos matar para nos tirar daqui", disse Itay Zar, fundador do Havat Gilad, sentando sobre a praça central não pavimentada do posto avançado, com o sol se pondo majestoso atrás das colinas de Samarian.

Mas entrevistas com colonos sugerem que a ameaça de violência é em grande parte uma estratégia política. A grande maioria diz saber que se as escavadoras chegarem, sua briga terminou.

Um general israelense sênior da Cisjordânia, falando sob condição de anonimato exigida pelo exército, disse: "Eu não acredito que haverá muita resistência. No fundo, a maioria dos colonos ama Israel e ama o exército israelense".

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