Depois do tiroteio, memoriais homenageiam vítimas em Tucson

Centro médico, escola de vítima e supermercado são alguns dos locais improvisados para lembrar massacre de 8 de janeiro

The New York Times |

Há bichos de pelúcia de todas as espécies possíveis e bilhetes escritos por crianças a giz. Há versos bíblicos, fotografias dos mortos e velas evocando uma infinidade de santos. O sombrio memorial que começa a se espalhar pelo Centro Médico Universitário tornou-se o epicentro da tristeza de Tucson, no Arizona. Mas ele não é o único.

The New York Times
Moradores de Tucson prestam homenagem às vítimas do tiroteio no dia 8 de janeiro em centro médico da Universidade do Arizona (17/1/2011)
No supermercado Safeway, onde um homem armado abriu fogo contra um grupo reunido para encontrar a congressista Gabrielle Giffords no dia 8 de janeiro, diante do escritório da congressista no distrito, na entrada da escola onde uma das vítimas frequentava a terceira série, memoriais improvisados estão sendo erguidos pela comunidade de Tucson, ainda em estado de choque.

"Tudo isso aconteceu 100% espontaneamente", disse Karen Mlawsky, diretora executiva do Centro Médico Universitário, onde uma multidão se reuniu para homenagear os mortos.

Enquanto Tucson vive seu luto, já existem debates sobre a criação de memoriais permanentes para os seis que morreram.

Homenagens

Mlawsky disse que o hospital pretende criar um santuário. Entre as propostas estão batizar um prédio da universidade com o nome de uma vítima e uma escola e um campo de beisebol com o de outras. Bolsas escolares estão sendo criadas e uma arrecadação de alimentação organizada em nome das vítimas.

Grande parte das homenagens são destinadas a Giffords, que, segundo os médicos, continua a fazer progressos após ter sido baleada na cabeça.

No sábado, ela foi submetida a uma cirurgia para reparar sua cavidade ocular direita e o próximo marco importante em sua recuperação virá quando ela for liberada do hospital para um centro de reabilitação, o que pode acontecer em questão de dias ou semanas, disseram os médicos.

Giffords já respira sozinha e parece estar enxergando bem, um sinal de progresso, disseram os médicos. Eles notaram que ela sobreviveu ao período mais perigoso em relação ao inchaço de seu cérebro ferido, mas que ainda enfrenta o risco de infecção e outras complicações graves.

Os médicos substituíram um tubo de respiração na boca de Gifford por um em seu pescoço. Eles disseram que o tubo não lhe permitiria falar, pois impede a passagem de ar por suas cordas vocais. Segundo eles, ela ainda não tentou se comunicar.

Do quarto de Giffords não se veem as flores e presentes deixados para ela e as outras vítimas do tiroteio, mas muitos daqueles que ali se encontram dizem que torcem pelo dia em que ela se recuperar o suficiente para ver como toda a cidade tem torcido por ela.

The New York Times
Balões são soltos em memória de Gabriel Zimmerman, no campus da escola de serviço social da Universidade do Estado do Arizona (17/1/2011)
*Por Sam Dolnick

    Leia tudo sobre: arizonatucsoneuagabrielle giffordsataque

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG