Democratas e republicanos disputam o voto das mulheres nos Estados Unidos

Como evidência da disputa dos candidatos à presidência pelo voto das mulheres, considere o investimento na apresentadora Oprah Winfrey.Depois dos jornais, o programa Oprah é o que recebe maior receita em propaganda eleitoral este ano.

The New York Times |

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O senador Barack Obama, indicado democrata, reuniu atrizes de novelas e da série "Sex and the City" com senadoras de Estados disputados. O senador John McCain, indicado republicano, enviou cartas sob medida contendo informações sobre impostos a mulheres que dirigem carros de família, assistem "Lost" e fazem uso de grandes redes de supermercados.

Ambas as campanhas tentam ressaltar as questões que acreditam atrair apoio das mulheres, com Obama enfatizando o pagamento igualitário e o direito ao aborto e McCain usando sua imagem de político "dissidente" e questionando o respeito oferecido a sua companheira de disputa, a governadora do Alasca Sarah Palin.

Os candidatos mudaram sua postura em relação às mulheres para atingir as forças culturais e posições políticas que podem oferecer vantagem.

Particularmente, eles querem os votos das mulheres brancas da classe trabalhadora, grupo que pode ser especialmente decisivo nos Estados mais disputados.

Esta semana, os eventos de Obama terão um tema, "Mulheres pelas Mudanças que Precisamos", enquanto a campanha tenta se relacionar com as mulheres em comícios, coletivas e operações para o registro de eleitores.

McCain continuará a aparecer ao lado de Palin, com um comício em Ohio na quinta-feira. Os dois devem aparecer juntos continuamente nas próximas sete semanas.

As mulheres votaram numa proporção maior que os homens nas últimas três décadas (em 2004, quase 9 milhões de mulheres a mais do que homens, ou 67,3 milhões contra 585 milhões). Mas a disputa de Hillary Clinton e a escolha de Sarah Palin criaram um novo elemento ideológico e cultural na disputa eleitoral.

"Isso aconteceu porque muitas das mulheres que apoiavam Clinton disseram que não votariam em Obama ou que poderiam não votar ou votar em McCain", disse Susan Carroll, estudiosa do Centro Americano Mulheres e Política em Rutgers. "Isso realmente chamou a atenção para o fato das mulheres serem muito importantes".

Os estrategistas de McCain não esperam conquistar mais do que uma pequena parcela das eleitoras de Clinton. Mas vêem muitas mulheres que acreditam conseguir conquistar.

"A questão é quanto os democratas conseguirão ampliar a diferença entre os sexos e os republicanos abafá-la", disse Carroll.

Por KATE ZERNIKE

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