Democratas conquistam mais espaço no Congresso

Os democratas conseguiram algumas rápidas vitórias na terça-feira em ambas as casas do Congresso, conquistando cadeiras na Carolina do Norte, New Hampshire e Virgínia no que o partido espera ser uma série de triunfos que lhe dará enorme força no Capitólio para executar sua ambiciosa agenda.

The New York Times |

Na Carolina do Norte, a carreira da congressista Elizabeth Dole, um dos nomes mais conhecidos da política republicana, chegou ao fim nas mãos de Kay Hagan, legisladora cujo retrato de Dole como participante da vida de Washington sugeriu que ela perdeu o contato com o povo de seu Estado.

O senador John E. Sununu, republicano em seu primeiro mandato pelo Estado de New Hampshire, perdeu em uma nova disputa pela cadeira com a ex-governadora Jeanne Shaheen, que relacionou incansavelmente o candidato à gestão de Bush.

Na Virgínia, o ex-governador Mark Warner conquistou a vitória na disputa por uma cadeira vaga, passando a compor a maioria democrata no Senado que deve conseguir outros cinco membros e possivelmente se tornar mais confiável em disputas acirradas em todo o país. Tendo derrotado facilmente outro governador, Jim Gilmore, Warner irá substituir o senador John W. Warner (sem parentesco), um republicano que não tentou a reeleição.

Na Câmara, diversos democratas de primeiro mandato que se pensava serem vulneráveis demais para a reeleição conquistaram o cargo, como John Yarmuth do Kentucky e Brad Ellsworth de Indiana. Os representantes republicanos tiveram dificuldades em diversos Estados, como Tom Feeney e Ric Keller, ambos da Flórida.

Numa disputa observada de perto, Christopher Shays, o último republicano membro da Câmara pelo Estado de New England, ficou pouco atrás de Jim Himes, banqueiro democrata que se tornou defensor da moradia.

Com os eleitores expressando frustração com a situação da economia, os estrategistas de ambos os partidos esperavam que os democratas ampliassem sua maioria na Câmara, agora numa relação de 236-199.

Todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 do Senado foram disputadas, mas os encarregados deveriam conseguir a reeleição na maioria das disputas, colocando o foco central em meia-dúzia de cadeiras do Senado e 50 da Câmara pelas quais a disputa era mais acirrada.

- CARL HULSE

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