Democratas buscam possíveis cortes orçamentários em plano de saúde universal

WASHINGTON - O alto custo de garantir assistência médica a todos os americanos, prioridade doméstica do presidente Barack Obama, faz com que os democratas do Congresso tentem reverter propostas ou encontrar formas de diminuir os bilhões de dólares gastos por ano em programas de saúde.

The New York Times |

De acordo com uma apresentação feita a portas fechadas nesta semana, membros do Comitê de Finanças do Senado estão discutindo inúmeras novas ideias, como "um mecanismo automático" para reduzir o crescimento do Medicare através do uso de procedimentos de gastos parecidos com os que estão em vigor nas bases militares americanas.

Os documentos apresentados mostram que o comitê também considera uma proposta que exigiria que alguns empregadores contribuíssem para o custo da assistência médica pública ou privada de trabalhadores de baixa renda. Um dos propósitos disso seria desencorajar os empregadores de colocar os custos dos benefícios de saúde de seus funcionários nas mãos do governo, uma manobra que aumentaria o custo da reforma do sistema de saúde.

Obama sugeriu no começo desta semana que o custo total de uma reforma do sistema de saúde estaria "na ordem de US$ 1 trilhão nos próximos 10 anos". Mas estimativas iniciais do Gabinete de Orçamento do Congresso, responsável por registrar os custos da lei, são muito maiores, deixando muitos legisladores alarmados e em busca de alternativas.

Conforme o comitê de saúde do Senado continuava a rascunhar um projeto secundário na quinta-feira, um de seus membros, Barbara A. Mikulski, disse: "obviamente isso não será tão rápido quanto imaginávamos".

Este comitê trabalhou durante toda a semana sobre três questões centrais na legislação da saúde pública: como pagar pela cobertura para aqueles que não têm assistência, se deve haver a criação de uma nova assistência pública e se novas obrigações devem ser impostas aos empregadores.

Mas é o custo da lei que parece alarmar os legisladores. O gabinete de orçamento estima em US$ 1.6 trilhões os gastos com o primeiro rascunho enviado pelo comitê em busca de formas de minimizar as despesas.

Ainda assim, o presidente do Comitê de Finança Max Baucus, se mostrava otimista na quinta-feira. "Estamos cada vez mais perto", ele disse, depois de um encontro de duas horas com meia dúzia de senadores (três democratas e três republicanos). "Eu não tenho dúvida de que teremos um projeto bipartidário".

Outros democratas afirmaram que a estimativa de custos e os atrasos resultantes dela são um contratempo temporário, não o fim do acordo.

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